Webmail CUT

Acesse seu Webmail CUT


Login CUT

Acesse a CUT

Esqueceu a senha?

A hora da virada

A hora da virada

Escrito por: Jandyra Uehara Alves Secretária Nacional de Políticas Sociais e Direitos Humanos Publicado em: 27/04/2017 Publicado em: 27/04/2017

A greve geral de 28 de abril é um momento decisivo da resistência e da luta da classe trabalhadora, dos movimentos populares, das mulheres, dos negros e negras, das juventudes, contra os brutais ataques que o tenebroso governo golpista de Temer vem desferindo contra o povo brasileiro, juntamente com os seus sócios do parlamento, do judiciário, da mídia golpista, do grande capital.

A greve geral é o resultado de um processo de construção e acumulação de forças iniciado pela CUT em 2016, em meio ao acirramento da luta de classes no país, e que contou com uma intensa jornada de lutas e mobilizações, assembleias, debates, atos, ocupações, paralisações e greves, que trouxeram a classe trabalhadora para as ruas à medida que os ataques aos direitos se intensificaram.

A pressão das bases sindicais sobre direção pelegas e golpistas fez com que se construísse unidade das Centrais na convocação da greve geral. Eis porque não é força de retórica dizer que nunca antes na história deste país a classe trabalhadora sofreu ataques tão explícitos e avassaladores para destruir direitos conquistados ao longo de um século de lutas.

A deposição da presidenta legitimamente eleita, através de um golpe midiático, jurídico e parlamentar abriu as comportas para a avalanche de ataques aos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras.

Um conluio entre o Executivo, o Legislativo, o Judiciário e a mídia chutaram as regras e procedimentos democráticos e legais básicos para consolidar rapidamente o

golpe. Isto só foi possível em tempo recorde, porque as prerrogativas democráticas

da Constituição aprovada em 1988 com o fim da ditadura militar se desmancham cotidianamente no ar.

A criminalização dos movimentos populares e sindical, a intensificação da violência das polícias militares nas periferias e contra manifestantes, as acusações sem provas das delações premiadas, os vazamentos seletivos da Lava Jato, são provas de que vem se instalando um estado de exceção no Brasil.

Para completar o roteiro golpista tentam desmoralizar, criminalizar e inviabilizar a candidatura de Lula, que dispara nas pesquisas.

Desde agosto de 2016, o governo usurpador de Temer está pagando rigorosamente

a sua conta com os financiadores do golpe. Primeiro, aos interesses do imperialismo, entregando em outubro do ano passado, o Pré-Sal à exploração das transnacionais do petróleo.

Em dezembro congelou por 20 anos os gastos com educação, saúde, políticas sociais, salários de servidores e investimentos em infraestrutura, porém preservando o pagamento da discutível dívida pública a juros escorchantes.

Em março, aprovou a terceirização irrestrita, sem nenhuma garantia de direitos aos trabalhadores, numa manobra espúria que desengavetou projeto de lei de FHC, arquivado pelo presidente Lula.

Em abril, passando por cima do regimento interno da Câmara, a canalha parlamentar aprovou regime de urgência para a Reforma Trabalhista, o que se for levado a cabo na prática acaba com a CLT e com a possibilidade do trabalhador recorrer à Justiça do Trabalho.

A Terceirização e Reforma Trabalhista são a fatura de Temer para com o patronato empresarial golpista.

A cereja do bolo ficou para o capital financeiro, para os banqueiros que a partir da destruição da previdência pública abrirão um mercado milionário para os bancos explorarem e lucrarem ainda mais à custa da penúria da classe trabalhadora. Mas foi justamente a partir do caráter explicitamente destruidor e escravista da Reforma da Previdência – trabalhar até morrer -- que a luta ganhou intensidade e surgiu a possibilidade real de derrotar as nefastas reformas e o golpe nas ruas.

A greve geral de 28 de abril deve abrir uma etapa mais intensa e radicalizada da luta política e social no país, reivindicando Nenhum direito a Menos e também a redemocratização do país, pois nem o Temer, nem o Congresso, nem o Judiciário tem legitimidade para continuar governando o Brasil.

Derrotar as Reformas dos golpistas, Fora Temer, Eleições Gerais em 2017, seguidas de Assembleia Nacional Constituinte, são os caminhos para a classe trabalhadora derrotar as Reformas Trabalhista e da Previdência e anular a Terceirização, a entrega do Pré-Sal, o corte nos investimentos públicos e retomar o caminho da ampliação de direitos.

28 de abril é o ponto de virada!

A luta seguirá cada vez mais forte.




Informa CUT

Cadastre-se e receba periodicamente
nossos boletins informativos.