Webmail CUT

Acesse seu Webmail CUT


Login CUT

Acesse a CUT

Esqueceu a senha?

Trabalhadoras nas ruas contra a reforma da Previdência

Trabalhadoras nas ruas contra a reforma da Previdência

Escrito por: Juneia Batista e Vagner Freitas Secretária de Mulheres e Presidente Nacional da CUT Publicado em: 02/03/2017 • Última modificação: 02/03/2017 - 15:37 Publicado em: 02/03/2017 Última modificação: 02/03/2017 - 15:37


O dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, é a principal data de mobilização do calendário feminista e, este ano, em especial, as trabalhadoras marcarão presença nas ruas de todo o Brasil para apresentar a pauta em defesa da liberdade, da autonomia e dos direitos, exigir o fim da violência contra as mulheres, a descriminanalização e legalização do aborto, além de se posicionarem de maneira contundente contra as reformas estruturais da Previdência e Trabalhista, propostas pelo ilegítimo governo golpista de Michel Temer.

Nesse momento em que o conservadorismo mostra suas garras e sua sanha contra os direitos sociais e trabalhistas, reprime e criminaliza os movimentos sociais e populares, as mulheres cutistas, nas diferentes regiões do país, sairão às ruas junto com as companheiras do movimento feminista e da Frente Brasil Popular para denunciar o quanto a proposta da reforma da Previdência irá afetar a vida da classe trabalhadora, em particular, das mulheres, especialmente as rurais.

A PEC 287/2016 propõe a idade mínima para aposentadoria de 65 anos para homens e mulheres e extingue a aposentadoria especial para as professoras e professores da educação básica. Para trabalhadoras e trabalhadores rurais, a PEC propõe várias mudanças que dificultam e restringem o acesso à aposentadoria de milhões de trabalhadoras e trabalhadores. Para se aposentar com um salário mínimo, o/a trabalhador/a necessitará ter contribuído no mínimo durante 49 anos.

Não dá para aceitar o argumento de que a mulher deve trabalhar mais 5 anos porque tem uma expectativa de vida maior do que a do homem. Esse argumento não leva em conta que grande parte das mulheres está na informalidade ou em situações precárias de trabalho, tem uma diferença salarial de cerca de 30% em relação aos homens e, na maioria dos casos, são  responsáveis pelas tarefas domésticas e cuidados com os filhos, o que implica em uma jornada de trabalho diária superior a dos homens. O governo reduz mais um direito ao mesmo tempo em que avança no desmonte das políticas sociais, atingindo de forma particular as mulheres que vão trabalhar mais.

Nenhum país do mundo aplicou regras tão draconianas. As trabalhadoras e as militantes dos movimentos feminista e popular farão no dia 8 de março um intenso processo de mobilização contra a reforma da Previdência. Temer quer que você trabalhe até morrer.

Reaja agora ou morra trabalhando!

 




Informa CUT

Cadastre-se e receba periodicamente
nossos boletins informativos.