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Chega de ciclo recessivo

Em ato contra aumento da taxa de juros, CUT cobra nova política econômica e a democratização do Copom

Escrito por: Luiz Carvalho • Publicado em: 19/01/2016 - 13:57 • Última modificação: 19/01/2016 - 15:09 Escrito por: Luiz Carvalho Publicado em: 19/01/2016 - 13:57 Última modificação: 19/01/2016 - 15:09

CNQ Mobilização contra o aumento dos juros, em 2013, em Brasília


Nesta terça-feira (19), quando o Copom (Comitê de Política Monetária) inicia a primeira reunião de 2016 para definir alterações na Selic, a taxa básica de juros, a CUT e as demais centrais reuniram-se diante da sede do Banco Central, em São Paulo, para cobrar o fim da política recessiva.

A manifestação na Avenida Paulista apontou que a atual política econômica de aumento da taxa de juros para conter a inflação aprofunda a crise ao promover a queda no poder de compra, a paralisação da produção e tornar muito mais atrativo investir na especulação.

“Nas semanas que antecedem a decisão sobre o aumento da taxa de juros, o sistema financeiro toma os meios de comunicação dizendo que o governo tem que subir os juros para conter a inflação e que se não fizer isso é irresponsabilidade e populismo. E desta forma vai consolidando essa decisão. Mas os juros, no patamar em que estão hoje, 14,25% ao ano, já são proibitivos para quem vai fazer investimento, porque é muito mais interessante comprar títulos do governo do que fazer investimento produtivo”, criticou o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre.

Para o dirigente, ao manter a atual política econômica, o Copom aponta para um novo ciclo recessivo que afeta toda a classe trabalhadora.

“Subir mais juros significa que você vai encarecer o crédito. Se o comércio não vende, a indústria não produz, que é o que está acontecendo. A base dos metalúrgicos do ABC está produzindo com 50% da capacidade, tivemos o fechamento da Cosipa, que é uma empresa histórica em São Paulo. Você está alimentando uma crise muito forte e com grande ameaça de desemprego”, ressaltou Nobre.

Recessão para alimentar mais recessão – Também presente no ato, o presidente da CUT-SP, Douglas Izzo, disse que o aumento dos juros é exatamente o que o país não precisa nesse momento de crise.

“Em 2005, enfrentamos a crise justamente apostando na oferta de crédito e em obras públicas, ao contrário do que fazemos agora, quando estabelecemos um ciclo negativo de ajuste, ajuste e ajuste e de recessão que alimenta mais recessão”, definiu.

Apostar no Brasil

Sérgio Nobre defende que o caminho é justamente o contrário, reduzir juros para estimular setores como a construção.

“O país tem muita coisa para fazer na área de infraestrutura, metrô, trem ligando país todo, melhorar portos, aeroportos, estradas. Há potencial grande de geração de emprego, mas isso depende de investimento produtivo e aumentar os juros vai na contramão. Você estimula as pessoas a ganharem com a especulação e mantém o cenário absurdo de concentração de renda, com 62 pessoas tendo o mesmo que a metade mais pobre da população global”, comentou, citando recente pesquisa da organização não governamental Oxfam, baseada em dados do banco Credit Suísse.

Democratizar Copom – A mudança na política, acredita Nobre, passa também pela democratização do Copom com a participação da classe trabalhadora nas decisões sobre a taxa Selic.

“Não é possível definir os juros só com os burocratas na mesa. Isso interessa a sociedade, o setor produtivo e por isso o movimento sindical reivindica participar dessas reuniões”, cobrou Nobre.

 

Título: Chega de ciclo recessivo, Conteúdo: Nesta terça-feira (19), quando o Copom (Comitê de Política Monetária) inicia a primeira reunião de 2016 para definir alterações na Selic, a taxa básica de juros, a CUT e as demais centrais reuniram-se diante da sede do Banco Central, em São Paulo, para cobrar o fim da política recessiva. A manifestação na Avenida Paulista apontou que a atual política econômica de aumento da taxa de juros para conter a inflação aprofunda a crise ao promover a queda no poder de compra, a paralisação da produção e tornar muito mais atrativo investir na especulação. “Nas semanas que antecedem a decisão sobre o aumento da taxa de juros, o sistema financeiro toma os meios de comunicação dizendo que o governo tem que subir os juros para conter a inflação e que se não fizer isso é irresponsabilidade e populismo. E desta forma vai consolidando essa decisão. Mas os juros, no patamar em que estão hoje, 14,25% ao ano, já são proibitivos para quem vai fazer investimento, porque é muito mais interessante comprar títulos do governo do que fazer investimento produtivo”, criticou o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre. Para o dirigente, ao manter a atual política econômica, o Copom aponta para um novo ciclo recessivo que afeta toda a classe trabalhadora. “Subir mais juros significa que você vai encarecer o crédito. Se o comércio não vende, a indústria não produz, que é o que está acontecendo. A base dos metalúrgicos do ABC está produzindo com 50% da capacidade, tivemos o fechamento da Cosipa, que é uma empresa histórica em São Paulo. Você está alimentando uma crise muito forte e com grande ameaça de desemprego”, ressaltou Nobre. Recessão para alimentar mais recessão – Também presente no ato, o presidente da CUT-SP, Douglas Izzo, disse que o aumento dos juros é exatamente o que o país não precisa nesse momento de crise. “Em 2005, enfrentamos a crise justamente apostando na oferta de crédito e em obras públicas, ao contrário do que fazemos agora, quando estabelecemos um ciclo negativo de ajuste, ajuste e ajuste e de recessão que alimenta mais recessão”, definiu. Apostar no Brasil Sérgio Nobre defende que o caminho é justamente o contrário, reduzir juros para estimular setores como a construção. “O país tem muita coisa para fazer na área de infraestrutura, metrô, trem ligando país todo, melhorar portos, aeroportos, estradas. Há potencial grande de geração de emprego, mas isso depende de investimento produtivo e aumentar os juros vai na contramão. Você estimula as pessoas a ganharem com a especulação e mantém o cenário absurdo de concentração de renda, com 62 pessoas tendo o mesmo que a metade mais pobre da população global”, comentou, citando recente pesquisa da organização não governamental Oxfam, baseada em dados do banco Credit Suísse. Democratizar Copom – A mudança na política, acredita Nobre, passa também pela democratização do Copom com a participação da classe trabalhadora nas decisões sobre a taxa Selic. “Não é possível definir os juros só com os burocratas na mesa. Isso interessa a sociedade, o setor produtivo e por isso o movimento sindical reivindica participar dessas reuniões”, cobrou Nobre.  



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