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CSI e CUT levantam voz no L20 contra reformas de Temer

João Felício e Lisboa denunciam golpes na Previdência e nos direitos trabalhistas

Escrito por: SRI / CUT • Publicado em: 16/05/2017 - 17:21 • Última modificação: 17/05/2017 - 14:48 Escrito por: SRI / CUT Publicado em: 16/05/2017 - 17:21 Última modificação: 17/05/2017 - 14:48

Fotos: SRI / CUT

Os ataques do governo golpista de Michel Temer contra a Previdência e os direitos trabalhistas estiveram no centro das denúncias dos representantes da Confederação Sindical Internacional (CSI) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT-Brasil) que usaram da palavra nesta terça-feira no L20, em Berlim.

O L20 (The Labour 20) é convocado pela Confederação Sindical Internacional (CSI) e pelo comitê sindical da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). É um fórum que reúne as centrais sindicais dos países que compõem o G20 (grupo de ministros de finanças e chefes dos bancos centrais das 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia) para melhorar os salários e as condições de trabalho. O objetivo desse fórum é coordenar as atividades sindicais com a pauta e as reuniões do G20, antes das quais o L20 se reúne.

No painel que debateu sobre a globalização, os direitos sindicais e a democracia – como chegamos até aqui – o secretário de Relações Internacionais da CUT, Antonio Lisboa, destacou que não seria possível debater sobre o tema “sem refletir sobre a situação do Brasil”. E denunciou o brutal retrocesso que vem sendo “implementado em todos os campos pelo governo golpista de Temer nos últimos doze meses”.

Lisboa lembrou da magnitude da greve geral realizada no mês de março contra as reformas da Previdência e Trabalhista e sublinhou que o Dia Nacional de Luta, convocado de forma unitária pelas centrais sindicais para o próximo dia 24 de maio, será mais um passo da luta para pressionar os parlamentares a não violentarem direitos.


João Felício, presidente da CSI.

 

“No Brasil as centrais nacionais realizam paralisações e tomam as ruas contra as reformas trabalhistas e da previdência social do governo ilegítimo de Temer. Na Argentina as centrais também realizam paralisações contra a retirada de direitos implementada pelo ultraneoliberal governo Macri. Me anima esta luta aguerrida e forte das centrais sindicais em todo o mundo por democracia e contra o desemprego e a retirada de direitos”, enfatizou o presidente da CSI, João Felício.

NOVOS DESAFIOS

Os trabalhadores do G20 se reúnem neste ano em Berlim, destacou João Felício, “em um mundo distinto do de Beijing em 2016”, uma vez que “os desafios que tínhamos aumentaram em número e em intensidade”. Felício defendeu que “é preciso um forte compromisso do movimento sindical na defesa da paz e contra todos os governos que se utilizam da força das armas para resolver problemas políticos”. “Que estamos fazendo por este mundo? Estamos abordando as causas dessa decadência?”, questionou.

“Temos estado trabalhando no caminho que conduz a esta Reunião Ministerial do Trabalho e preparamos uma série de recomendações para os ministros do Trabalho, com idéias sobre os mercados laborais. Mas os ministros do trabalho não são suficientemente poderosos para fazer muito pó si sós. E é por isto que estamos aqui em Berlim; para dizer à presidência alemã do G20 e à primeira ministra Merkel que necessitamos urgentemente de uma política econômica alternativa para diminuir as desigualdades entre  e dentro dos países, baseadas no respeito aos direitos trabalhistas, em salários mínimos fortes, em um sistema tributário que trabalhe para as pessoas e em estados que invistam em serviços públicos, em economia solidária e na justa transição para uma economia baixa em carbono”, assinalou João Felício. O presidente da CSI também defendeu um “marco legal que responsabilize os negócios por seu comportamento, não só por seus empregados diretos, como também por seus milhões de trabalhadores ocultos em suas cadeias de fornecimento” e “um redobramento dos esforços para alcançar a igualdade de gênero aumentando a participação feminina e eliminando o desnível salarial”.

Secretário-geral do IndustriALL Global Union (Federação Internacional dos Trabalhadores na indústria), o brasileiro Valter Sanches também ampliou a denúncia contra o desgoverno Temer. Sanches falou na mesa que discutiu a agenda sindical para uma globalização justa: investimentos e direitos dos trabalhadores em cadeias globais sustentáveis.  

Na avaliação de Sanches, "a principal recomendação que os trabalhadores podem fazer aos ministros do trabalho do G20 é a garantia dos direitos sindicais nos acordos comerciais globais”. “Liberdade de organização e direito à negociação coletiva são os meios mais eficazes para combater o trabalho precário mas cadeias de fornecimento globais", concluiu.

Título: CSI e CUT levantam voz no L20 contra reformas de Temer, Conteúdo: Os ataques do governo golpista de Michel Temer contra a Previdência e os direitos trabalhistas estiveram no centro das denúncias dos representantes da Confederação Sindical Internacional (CSI) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT-Brasil) que usaram da palavra nesta terça-feira no L20, em Berlim. O L20 (The Labour 20) é convocado pela Confederação Sindical Internacional (CSI) e pelo comitê sindical da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). É um fórum que reúne as centrais sindicais dos países que compõem o G20 (grupo de ministros de finanças e chefes dos bancos centrais das 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia) para melhorar os salários e as condições de trabalho. O objetivo desse fórum é coordenar as atividades sindicais com a pauta e as reuniões do G20, antes das quais o L20 se reúne. No painel que debateu sobre a globalização, os direitos sindicais e a democracia – como chegamos até aqui – o secretário de Relações Internacionais da CUT, Antonio Lisboa, destacou que não seria possível debater sobre o tema “sem refletir sobre a situação do Brasil”. E denunciou o brutal retrocesso que vem sendo “implementado em todos os campos pelo governo golpista de Temer nos últimos doze meses”. Lisboa lembrou da magnitude da greve geral realizada no mês de março contra as reformas da Previdência e Trabalhista e sublinhou que o Dia Nacional de Luta, convocado de forma unitária pelas centrais sindicais para o próximo dia 24 de maio, será mais um passo da luta para pressionar os parlamentares a não violentarem direitos. João Felício, presidente da CSI.   “No Brasil as centrais nacionais realizam paralisações e tomam as ruas contra as reformas trabalhistas e da previdência social do governo ilegítimo de Temer. Na Argentina as centrais também realizam paralisações contra a retirada de direitos implementada pelo ultraneoliberal governo Macri. Me anima esta luta aguerrida e forte das centrais sindicais em todo o mundo por democracia e contra o desemprego e a retirada de direitos”, enfatizou o presidente da CSI, João Felício. NOVOS DESAFIOS Os trabalhadores do G20 se reúnem neste ano em Berlim, destacou João Felício, “em um mundo distinto do de Beijing em 2016”, uma vez que “os desafios que tínhamos aumentaram em número e em intensidade”. Felício defendeu que “é preciso um forte compromisso do movimento sindical na defesa da paz e contra todos os governos que se utilizam da força das armas para resolver problemas políticos”. “Que estamos fazendo por este mundo? Estamos abordando as causas dessa decadência?”, questionou. “Temos estado trabalhando no caminho que conduz a esta Reunião Ministerial do Trabalho e preparamos uma série de recomendações para os ministros do Trabalho, com idéias sobre os mercados laborais. Mas os ministros do trabalho não são suficientemente poderosos para fazer muito pó si sós. E é por isto que estamos aqui em Berlim; para dizer à presidência alemã do G20 e à primeira ministra Merkel que necessitamos urgentemente de uma política econômica alternativa para diminuir as desigualdades entre  e dentro dos países, baseadas no respeito aos direitos trabalhistas, em salários mínimos fortes, em um sistema tributário que trabalhe para as pessoas e em estados que invistam em serviços públicos, em economia solidária e na justa transição para uma economia baixa em carbono”, assinalou João Felício. O presidente da CSI também defendeu um “marco legal que responsabilize os negócios por seu comportamento, não só por seus empregados diretos, como também por seus milhões de trabalhadores ocultos em suas cadeias de fornecimento” e “um redobramento dos esforços para alcançar a igualdade de gênero aumentando a participação feminina e eliminando o desnível salarial”. Secretário-geral do IndustriALL Global Union (Federação Internacional dos Trabalhadores na indústria), o brasileiro Valter Sanches também ampliou a denúncia contra o desgoverno Temer. Sanches falou na mesa que discutiu a agenda sindical para uma globalização justa: investimentos e direitos dos trabalhadores em cadeias globais sustentáveis.   Na avaliação de Sanches, a principal recomendação que os trabalhadores podem fazer aos ministros do trabalho do G20 é a garantia dos direitos sindicais nos acordos comerciais globais”. “Liberdade de organização e direito à negociação coletiva são os meios mais eficazes para combater o trabalho precário mas cadeias de fornecimento globais, concluiu.



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