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Defesa aos Bancos Públicos ganha reforço com Frente Parlamentar

Fúria privatista do governo ilegítimo quer acabar com bancos públicos

Escrito por: Luciana Waclawovsky • Publicado em: 14/06/2017 - 15:16 • Última modificação: 16/06/2017 - 16:47 Escrito por: Luciana Waclawovsky Publicado em: 14/06/2017 - 15:16 Última modificação: 16/06/2017 - 16:47

Foto: Alessandro Dantas/PT no Senado Seminário

Foi lançada na manhã desta terça-feira (13), em Brasília, a Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos. A proposta, de iniciativa do senador Lindberg Faria (PT/RJ), pretende defender a soberania nacional do país por meio do fortalecimento e manutenção dos bancos públicos, que estão sob forte ameaça de privatização após a institucionalização do golpe de Estado em maio do ano passado.

Lindberg falou, na abertura do seminário Estratégia para financiar o desenvolvimento, que antecedeu o lançamento da Frente, da existência de uma grande ofensiva na América Latina para impor uma agenda neoliberal cujo principal objetivo é estancar o desenvolvimento de países com gestões progressistas. “No meio de todo esse turbilhão é preciso parar e refletir: como recuperar a capacidade de economia e desenvolvimento sem a participação efetiva dos bancos públicos?”, questionou o parlamentar.

A Frente será composta por senadores e deputados de oposição, movimentos sindical, social e associativo. A proposta é criar uma grande campanha nacional em defesa dos bancos públicos e ampliar a discussão sobre a importância de bancos fortes como instrumentos de fomento ao crédito e políticas sociais, além de promover audiências públicas regionais nos mesmos moldes do seminário de lançamento da ação. 

A diretora executiva da CUT nacional, presidenta do sindicato dos Bancários de São Paulo e vice-presidenta da CONTRAF/CUT, Juvândia Moreira Leite, enfatizou que não existe desenvolvimento sem crédito e não tem emprego sem desenvolvimento “e isso só é possível com o fortalecimento dos bancos públicos, totalmente diferente da proposta do governo ilegítimo de Temer”, destacou a dirigente. Ela explicou, ainda que os bancos públicos atendem áreas na maioria das vezes ignoradas por bancos privados. “Banco do Brasil e Banco do Nordeste são responsáveis por 70% do financiamento da agricultura familiar que por sua vez é responsável por 70% do alimento consumido pelos brasileiros”, ilustrou. E completou: “o governo golpista anistia uma dívida de R$ 25 bilhões do Itaú e não quer liberar R$ 2 bilhões para a Caixa. Essa é uma decisão política ultraliberal”.

Já o presidente da Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal), Jair Pedro Ferreira, disse que sem o protagonismo dos bancos públicos, “dificilmente o país voltará a crescer”. E acrescentou: “temos clareza que o objetivo central do golpe é alimentar o capital financeiro.” Jair reforçou que a ideia da Frente é replicar eventos em estados e municípios para mobilizar bancários e sociedade, "para convencer organizações sociais e empresarias com o objetivo de envolver o setor produtivo do Brasil contra a dilapidação do estado brasileiro".

Uma das estrelas do seminário que lançou a Frente, o professor da Unicamp e economista Luiz Gonzaga Belluzzo, afirmou que para vencer a tendência mundial ao rentismo “é preciso ter um sistema público que administre crédito para o investimento e criação de emprego”. Para ele, a política de austeridade imposta por Temer "não vai funcionar", referindo-se ao congelamento dos gastos públicos por meio da PEC 55, aprovada por unanimidade por parlamentares governistas.   

Título: Defesa aos Bancos Públicos ganha reforço com Frente Parlamentar, Conteúdo: Foi lançada na manhã desta terça-feira (13), em Brasília, a Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos. A proposta, de iniciativa do senador Lindberg Faria (PT/RJ), pretende defender a soberania nacional do país por meio do fortalecimento e manutenção dos bancos públicos, que estão sob forte ameaça de privatização após a institucionalização do golpe de Estado em maio do ano passado. Lindberg falou, na abertura do seminário Estratégia para financiar o desenvolvimento, que antecedeu o lançamento da Frente, da existência de uma grande ofensiva na América Latina para impor uma agenda neoliberal cujo principal objetivo é estancar o desenvolvimento de países com gestões progressistas. “No meio de todo esse turbilhão é preciso parar e refletir: como recuperar a capacidade de economia e desenvolvimento sem a participação efetiva dos bancos públicos?”, questionou o parlamentar. A Frente será composta por senadores e deputados de oposição, movimentos sindical, social e associativo. A proposta é criar uma grande campanha nacional em defesa dos bancos públicos e ampliar a discussão sobre a importância de bancos fortes como instrumentos de fomento ao crédito e políticas sociais, além de promover audiências públicas regionais nos mesmos moldes do seminário de lançamento da ação.  A diretora executiva da CUT nacional, presidenta do sindicato dos Bancários de São Paulo e vice-presidenta da CONTRAF/CUT, Juvândia Moreira Leite, enfatizou que não existe desenvolvimento sem crédito e não tem emprego sem desenvolvimento “e isso só é possível com o fortalecimento dos bancos públicos, totalmente diferente da proposta do governo ilegítimo de Temer”, destacou a dirigente. Ela explicou, ainda que os bancos públicos atendem áreas na maioria das vezes ignoradas por bancos privados. “Banco do Brasil e Banco do Nordeste são responsáveis por 70% do financiamento da agricultura familiar que por sua vez é responsável por 70% do alimento consumido pelos brasileiros”, ilustrou. E completou: “o governo golpista anistia uma dívida de R$ 25 bilhões do Itaú e não quer liberar R$ 2 bilhões para a Caixa. Essa é uma decisão política ultraliberal”. Já o presidente da Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal), Jair Pedro Ferreira, disse que sem o protagonismo dos bancos públicos, “dificilmente o país voltará a crescer”. E acrescentou: “temos clareza que o objetivo central do golpe é alimentar o capital financeiro.” Jair reforçou que a ideia da Frente é replicar eventos em estados e municípios para mobilizar bancários e sociedade, para convencer organizações sociais e empresarias com o objetivo de envolver o setor produtivo do Brasil contra a dilapidação do estado brasileiro. Uma das estrelas do seminário que lançou a Frente, o professor da Unicamp e economista Luiz Gonzaga Belluzzo, afirmou que para vencer a tendência mundial ao rentismo “é preciso ter um sistema público que administre crédito para o investimento e criação de emprego”. Para ele, a política de austeridade imposta por Temer não vai funcionar, referindo-se ao congelamento dos gastos públicos por meio da PEC 55, aprovada por unanimidade por parlamentares governistas.   



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