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Frente Brasil Popular cobra ‘novo’ governo Dilma

Para organizações, onda conservadora virá com tudo em 2016 e política de reajuste aumenta poder de quem joga pelo retrocesso

Escrito por: Érica Aragão • Publicado em: 19/01/2016 - 15:18 • Última modificação: 19/01/2016 - 17:13 Escrito por: Érica Aragão Publicado em: 19/01/2016 - 15:18 Última modificação: 19/01/2016 - 17:13

Érica Aragão

Fim de janeiro, verão, Carnaval quase chegando. Para muitos as previsões para os próximos dias são praia e diversão, mas para movimentos sociais, sindicais, partidos, associações e parlamentares que compõem a Frente Brasil Popular (FBP) agora é hora de planejar e pensar ações conjuntas para o ano de 2016. 

As previsões do Congresso Nacional não são nada agradáveis para a classe trabalhadora do país e a FBP não vê motivos para descanso. 

Além de pautas como as atividades conjuntas numa agenda unitária para 2016, organização e comunicação, as crises econômicas brasileira e externa também foram temas de debates na primeira reunião ampliada da Frente Brasil Popular, que aconteceu em São Paulo na última segunda (18). 

O encontro, que durou cerca de 8 horas, teve um clima tenso e preocupante devido à análise de conjuntura econômica exposta por convidados. 

"Nós somos a favor da democracia, temos respeito pelo voto popular, nós defendemos o mandato da presidenta Dilma, mas isso não significa que nós demos um cheque em branco para uma política econômica lesiva aos trabalhadores e trabalhadoras", afirmou a secretária de Mobilização e Relação com os Movimentos Sociais da CUT, Janeslei Albuquerque. 

As medidas ofensivas do governo federal à classe trabalhadora começaram no final de 2014 com as Medidas Provisórias (MPs) 664 e 665, que dificultam o acesso ao seguro desemprego e a pensão por morte. Os ajustes fiscais e a ofensiva conservadora foram legados de 2015, mas parece que 2016 não trará trégua. 

O governo já começou o ano com propostas de reformas trabalhistas e previdenciária, além disso uma sequência de pautas conservadoras estão na agenda do Congresso Nacional

Para o Diretor Executivo da CUT, Júlio Turra, diante desta conjuntura será necessário continuar com uma forte pressão sobre o governo para sinalizar mudança nesta política econômica que só prejudica o trabalhador. "Depois do carnaval a ofensiva da direita vai intensificar. Nós da CUT já propusemos uma grande manifestação nacional em meados de março, quando o legislativo retorna do recesso". 

O economista Marcio Pochmann faz uma análise bem pessimista. Para ele, a piora da recessão ainda não chegou. "Há uma perspectiva de longa duração e será a recessão mais grave desde 1929. Mas numa outra realidade da sociedade. De alguma forma, a base da pirâmide não está tão desfavorecida. Os pobres não vão perder tanto como naquela época, porque políticas como a do salário mínimo e outras políticas sociais, por exemplo, protegem", destacou. 

Para Pochmann, houve uma alteração no horizonte da política econômica com a mudança de Ministro da Fazenda, mas sem perspectivas de mudanças mais efetivas. Segundo ele, Levy tinha a recessão como a alma da economia, Nelson Barbosa, em seu primeiro pronunciamento disse que quer que o país volte a crescer. "O que ele vai fazer para o país voltar a crescer?" 

Segundo o vice-presidente da PCdoB, Walter Sorrentino, a crise econômica mundial é muito severa, afetando diversos países e a recessão pode se aprofundar em 2016. “Está claro que a luta em defesa da democracia deve ser combinada com a luta pela retomada do crescimento econômico, sem o que a nossa base social seguirá intranquila, com receio de perder conquistas e sem uma expectativa maior de avançar nas conquistas”, enfatiza. 

A feminista Liége Rocha, da União Brasileira de Mulheres, destacou a importância do poder de organização e de unidade para enfrentar as tentativas de retrocessos. Ela e outros participantes da FBP lembraram o sucesso da última manifestação em 16 dezembro, no qual mais de 100 mil pessoas ocuparam as ruas de São Paulo pra gritar 'Fora Cunha, Não ao Ajuste Fiscal e a favor da Democracia', além de milhares que realizaram atos por todo país. “Manter essa unidade é o compromisso da Frente”, reafirmou. 

Para Janeslei, a presidenta Dilma deve ouvir os movimentos sociais e governar a favor da volta do crescimento junto com as bases populares que a elegeu. “A mobilização da esquerda é fundamental para mostrarmos nossa posição”.

A Frente deverá se reunir no dia 3 de fevereiro para decidir a data do próximo grande ato nacional.

Leia também: A quem serve o Banco Central?

 

Título: Frente Brasil Popular cobra ‘novo’ governo Dilma, Conteúdo: Fim de janeiro, verão, Carnaval quase chegando. Para muitos as previsões para os próximos dias são praia e diversão, mas para movimentos sociais, sindicais, partidos, associações e parlamentares que compõem a Frente Brasil Popular (FBP) agora é hora de planejar e pensar ações conjuntas para o ano de 2016.  As previsões do Congresso Nacional não são nada agradáveis para a classe trabalhadora do país e a FBP não vê motivos para descanso.  Além de pautas como as atividades conjuntas numa agenda unitária para 2016, organização e comunicação, as crises econômicas brasileira e externa também foram temas de debates na primeira reunião ampliada da Frente Brasil Popular, que aconteceu em São Paulo na última segunda (18).  O encontro, que durou cerca de 8 horas, teve um clima tenso e preocupante devido à análise de conjuntura econômica exposta por convidados.  Nós somos a favor da democracia, temos respeito pelo voto popular, nós defendemos o mandato da presidenta Dilma, mas isso não significa que nós demos um cheque em branco para uma política econômica lesiva aos trabalhadores e trabalhadoras, afirmou a secretária de Mobilização e Relação com os Movimentos Sociais da CUT, Janeslei Albuquerque.  As medidas ofensivas do governo federal à classe trabalhadora começaram no final de 2014 com as Medidas Provisórias (MPs) 664 e 665, que dificultam o acesso ao seguro desemprego e a pensão por morte. Os ajustes fiscais e a ofensiva conservadora foram legados de 2015, mas parece que 2016 não trará trégua.  O governo já começou o ano com propostas de reformas trabalhistas e previdenciária, além disso uma sequência de pautas conservadoras estão na agenda do Congresso Nacional.  Para o Diretor Executivo da CUT, Júlio Turra, diante desta conjuntura será necessário continuar com uma forte pressão sobre o governo para sinalizar mudança nesta política econômica que só prejudica o trabalhador. Depois do carnaval a ofensiva da direita vai intensificar. Nós da CUT já propusemos uma grande manifestação nacional em meados de março, quando o legislativo retorna do recesso.  O economista Marcio Pochmann faz uma análise bem pessimista. Para ele, a piora da recessão ainda não chegou. Há uma perspectiva de longa duração e será a recessão mais grave desde 1929. Mas numa outra realidade da sociedade. De alguma forma, a base da pirâmide não está tão desfavorecida. Os pobres não vão perder tanto como naquela época, porque políticas como a do salário mínimo e outras políticas sociais, por exemplo, protegem, destacou.  Para Pochmann, houve uma alteração no horizonte da política econômica com a mudança de Ministro da Fazenda, mas sem perspectivas de mudanças mais efetivas. Segundo ele, Levy tinha a recessão como a alma da economia, Nelson Barbosa, em seu primeiro pronunciamento disse que quer que o país volte a crescer. O que ele vai fazer para o país voltar a crescer?  Segundo o vice-presidente da PCdoB, Walter Sorrentino, a crise econômica mundial é muito severa, afetando diversos países e a recessão pode se aprofundar em 2016. “Está claro que a luta em defesa da democracia deve ser combinada com a luta pela retomada do crescimento econômico, sem o que a nossa base social seguirá intranquila, com receio de perder conquistas e sem uma expectativa maior de avançar nas conquistas”, enfatiza.  A feminista Liége Rocha, da União Brasileira de Mulheres, destacou a importância do poder de organização e de unidade para enfrentar as tentativas de retrocessos. Ela e outros participantes da FBP lembraram o sucesso da última manifestação em 16 dezembro, no qual mais de 100 mil pessoas ocuparam as ruas de São Paulo pra gritar Fora Cunha, Não ao Ajuste Fiscal e a favor da Democracia, além de milhares que realizaram atos por todo país. “Manter essa unidade é o compromisso da Frente”, reafirmou.  Para Janeslei, a presidenta Dilma deve ouvir os movimentos sociais e governar a favor da volta do crescimento junto com as bases populares que a elegeu. “A mobilização da esquerda é fundamental para mostrarmos nossa posição”. A Frente deverá se reunir no dia 3 de fevereiro para decidir a data do próximo grande ato nacional. Leia também: A quem serve o Banco Central?  



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