Webmail CUT

Acesse seu Webmail CUT


Login CUT

Acesse a CUT

Esqueceu a senha?

Metalúrgicos do ABC: após resistência, teremos avanços

Para Rafael Marques, presidente do Sindicato, ciclo de ganhos sociais voltará depois que turbulência passar e o mandato de Dilma for mantido

Escrito por: Isaías Dalle • Publicado em: 24/03/2016 - 19:02 • Última modificação: 24/03/2016 - 19:23 Escrito por: Isaías Dalle Publicado em: 24/03/2016 - 19:02 Última modificação: 24/03/2016 - 19:23

fotos de Adonis Guerra Rafael em assembleia na Volks:

A direção do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC tem mantido sua rotina de reuniões e assembleias com os trabalhadores e trabalhadoras das fábricas da região, mas desde o início desta semana a pauta é a luta contra o golpe como forma imediata de impedir a retirada de direitos trabalhistas e o arrocho salarial.

“O pessoal na base está preocupado com a prevalência de uma pauta patronal, empresarial, que vai se apresentando. A luta de classes está voltando a ficar muito clara para os trabalhadores e trabalhadoras”, comenta Rafael Marques, presidente do Sindicato, que passou esta quinta-feira dialogando com o pessoal na Mercedes.

Um dia antes, foi realizada assembleia no pátio da Volkswagen, com o mesmo objetivo: debater os riscos que uma quebra do Estado Democrático de Direito traria para a maioria da população. Na terça-feira, a assembleia foi na Ford.

Mudança de rumos

“Está ficando claro para a sociedade brasileira que o movimento em curso pretende destruir direitos. É uma agenda de lesa-pátria. Agora, nossa pauta é a resistência. Depois, será de avanço”, afirma o dirigente. Ele acredita que vencido o golpe, o governo estará mais permeável às lutas sociais e que medidas serão tomadas no sentido de reanimar a economia, consolidar e ampliar direitos.

A luta de classes está voltando a ficar muito clara para os trabalhadores e trabalhadoras
Rafael Marques

“O ciclo de avanços que tivemos até 2013 está estressado. Mas está longe de estar esgotado”, diz Rafael. “Há muito a ser feito no Brasil, as pessoas ainda têm demandas, portanto há mercado a ser expandido”, completa.

Críticas

 O presidente conta que há muitas críticas na base quanto aos rumos adotados pelo governo Dilma desde sua reeleição. “Mas o pessoal tem uma consciência de classe muito forte. Há uma receptividade grande ao nosso apelo de que é preciso defender a legalidade e os avanços já conquistados”. Em seus diálogos com os trabalhadores e trabalhadoras, Rafael sempre destaca que a pressão e a cobrança sobre o governo continuarão, sempre.Como já havia ocorrido na Ford um dia antes, trabalhadores da VW prometem resistirComo já havia ocorrido na Ford um dia antes, trabalhadores da VW prometem resistir

Muralha

Questionado sobre como se dará a resistência caso a conjuntura política piore, Rafael crê que não se chegará a este ponto: “As mobilizações que estão ocorrendo nas universidades, nas ruas do Brasil, nos meios jurídicos e acadêmicos, nas fábricas, na periferia, enfim, criarão uma muralha a nosso favor. Nós temos uma organização social muito forte”.

O termômetro de Rafael é a base do Sindicato: “Há um desejo muito forte para que o Brasil encontre uma saída para a crise econômica e política. Há um desejo grande de lutar pelos direitos sociais”.

Título: Metalúrgicos do ABC: após resistência, teremos avanços, Conteúdo: Saiba Mais Trabalhadores da Ford prometem resistir ao golpe A direção do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC tem mantido sua rotina de reuniões e assembleias com os trabalhadores e trabalhadoras das fábricas da região, mas desde o início desta semana a pauta é a luta contra o golpe como forma imediata de impedir a retirada de direitos trabalhistas e o arrocho salarial. “O pessoal na base está preocupado com a prevalência de uma pauta patronal, empresarial, que vai se apresentando. A luta de classes está voltando a ficar muito clara para os trabalhadores e trabalhadoras”, comenta Rafael Marques, presidente do Sindicato, que passou esta quinta-feira dialogando com o pessoal na Mercedes. Um dia antes, foi realizada assembleia no pátio da Volkswagen, com o mesmo objetivo: debater os riscos que uma quebra do Estado Democrático de Direito traria para a maioria da população. Na terça-feira, a assembleia foi na Ford. Mudança de rumos “Está ficando claro para a sociedade brasileira que o movimento em curso pretende destruir direitos. É uma agenda de lesa-pátria. Agora, nossa pauta é a resistência. Depois, será de avanço”, afirma o dirigente. Ele acredita que vencido o golpe, o governo estará mais permeável às lutas sociais e que medidas serão tomadas no sentido de reanimar a economia, consolidar e ampliar direitos. A luta de classes está voltando a ficar muito clara para os trabalhadores e trabalhadoras Rafael Marques “O ciclo de avanços que tivemos até 2013 está estressado. Mas está longe de estar esgotado”, diz Rafael. “Há muito a ser feito no Brasil, as pessoas ainda têm demandas, portanto há mercado a ser expandido”, completa. Críticas  O presidente conta que há muitas críticas na base quanto aos rumos adotados pelo governo Dilma desde sua reeleição. “Mas o pessoal tem uma consciência de classe muito forte. Há uma receptividade grande ao nosso apelo de que é preciso defender a legalidade e os avanços já conquistados”. Em seus diálogos com os trabalhadores e trabalhadoras, Rafael sempre destaca que a pressão e a cobrança sobre o governo continuarão, sempre. Muralha Questionado sobre como se dará a resistência caso a conjuntura política piore, Rafael crê que não se chegará a este ponto: “As mobilizações que estão ocorrendo nas universidades, nas ruas do Brasil, nos meios jurídicos e acadêmicos, nas fábricas, na periferia, enfim, criarão uma muralha a nosso favor. Nós temos uma organização social muito forte”. O termômetro de Rafael é a base do Sindicato: “Há um desejo muito forte para que o Brasil encontre uma saída para a crise econômica e política. Há um desejo grande de lutar pelos direitos sociais”.



Informa CUT

Cadastre-se e receba periodicamente
nossos boletins informativos.