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“Nada pode nos tirar a esperança”, afirma Gilberto Carvalho na 15ª Plenária Estadual da CUT-RS

Ex-ministro diz, no RS, que "CUT está reencontrando um papel político fundamental".

Escrito por: CUT-RS • Publicado em: 15/07/2017 - 14:52 Escrito por: CUT-RS Publicado em: 15/07/2017 - 14:52

CUT-RS Gilberto Carvalho fala aos participantes d 15ª Plenária Estadual/Congresso Extraordinário da CUT-RS

“O Estado pertence a uma classe e espero que esta dura lição tenhamos aprendido, mas nada pode nos tirar a esperança”, apontou Gilberto Carvalho na primeira mesa “A Classe Trabalhadora em um Contexto de Golpe e de Ataque aos Direitos”, na 15ª Plenária Estadual/Congresso Extraordinário da CUT-RS, realizada no início da noite desta sexta-feira (14) no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

“Se o outro lado tem força, também tem fragilidades. Espero que em julho de 2018 a conjuntura tenha mudado radicalmente”, disse ele ao provocar os participantes a recordarem onde estavam em julho de 2016 e, se imaginavam que um ano depois, "teríamos sofrido tanto, através das medidas com que os golpistas querem reenquadrar o país”, salientou o ex-ministro.

“O golpe não nasce no Brasil. Diante da crise do capital em todo o mundo, a América Latina se consolidava como um grande continente de resistência ao novo modelo de capitalismo, de financeirização, de aumentar o lucro das empresas em detrimento da classe trabalhadora”, lembrou. De acordo com Gilberto, os ataques que ocorreram em inúmeros países latino-americanos não são desconectados.

“Era importante romper com o nosso bloco de resistência, que estava tendo poder nos fóruns mundiais, estávamos incomodando os grandes”, explicou. Gilberto defendendo que atores locais não são a cabeça pensante do golpe, “mas são meros instrumentos para romper com o modelo de autonomia dos países latinos americanos.”

Segundo o painelista, não se trata de um golpe esporádico, fácil de vencer com as eleições de 2018. “Luta de classe não é brincadeira, não se faz da noite para o dia. Eles têm a força do Judiciário e do Estado, as federações empresariais foram fundamentais para o sucesso deles. E a mídia é construtora desse processo, pois tem a capacidade de hegemonizar as vítimas deste processo, que não se dão conta do que está acontecendo”, enfatizou Gilberto.

Como fraqueza do governo ilegítimo ele citou a corrupção endêmica e as medidas cruéis e brutais. “O povo que já viveu isso irá reagir, já ficou claro que a única forma que eles têm de implantar suas políticas é com repressão”, enfatizou, ponderando que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que poderá assumir a presidência do país, tem uma prática pior que a de Temer “e ainda mais capaz de levar adiante este projeto que nos ataca”, afirmou.

Gilberto abordou também as forças e fragilidades desses períodos. Conforme ele, as formulações feitas que levaram a ganhar as eleições de 2002 eram feitas nas bases, com apelo popular. “Era um motor fundamental, mas à medida em que estávamos no governo, nosso motor foi parando, por isso não conseguimos ter clareza que as alianças tinham que ser populares, por isso não avançamos nas reformas estruturais, por isso os debates éticos”, ponderou.

“O golpe foi dado por causa dos nossos acertos”, sentenciou. “Os nossos erros podem ter facilitado as coisas, mas não foi por isso que queriam nos tirar de lá”. Gilberto salientou que o golpe começou quando a presidenta Dilma fez um pequeno gesto de enfrentar o capital, ao baixar a taxa básica de juros, pois não seria mais possível distribuir renda sem atacar os grandes.

“Precisamos ser atores neste processo e isto significa exigir diretas já. Nosso caminho não será fácil, inúmeros cenários são possíveis, entre eles o renascimento do fascismo com pessoas como Bolsonaro”, alertou.

Para Gilberto, “diálogo com a base e romper com a formula tradicional de debate" são os pilares para enfrentar este momento, que ele definiu como “a batalha das nossas vidas”.

“Está claro que a CUT está reencontrando um papel político fundamental para devolver a esperança para o povo. A realização de um Congresso neste contexto é a certeza que estamos no caminho certo”, finalizou.

Título: “Nada pode nos tirar a esperança”, afirma Gilberto Carvalho na 15ª Plenária Estadual da CUT-RS, Conteúdo: “O Estado pertence a uma classe e espero que esta dura lição tenhamos aprendido, mas nada pode nos tirar a esperança”, apontou Gilberto Carvalho na primeira mesa “A Classe Trabalhadora em um Contexto de Golpe e de Ataque aos Direitos”, na 15ª Plenária Estadual/Congresso Extraordinário da CUT-RS, realizada no início da noite desta sexta-feira (14) no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. “Se o outro lado tem força, também tem fragilidades. Espero que em julho de 2018 a conjuntura tenha mudado radicalmente”, disse ele ao provocar os participantes a recordarem onde estavam em julho de 2016 e, se imaginavam que um ano depois, teríamos sofrido tanto, através das medidas com que os golpistas querem reenquadrar o país”, salientou o ex-ministro. “O golpe não nasce no Brasil. Diante da crise do capital em todo o mundo, a América Latina se consolidava como um grande continente de resistência ao novo modelo de capitalismo, de financeirização, de aumentar o lucro das empresas em detrimento da classe trabalhadora”, lembrou. De acordo com Gilberto, os ataques que ocorreram em inúmeros países latino-americanos não são desconectados. “Era importante romper com o nosso bloco de resistência, que estava tendo poder nos fóruns mundiais, estávamos incomodando os grandes”, explicou. Gilberto defendendo que atores locais não são a cabeça pensante do golpe, “mas são meros instrumentos para romper com o modelo de autonomia dos países latinos americanos.” Segundo o painelista, não se trata de um golpe esporádico, fácil de vencer com as eleições de 2018. “Luta de classe não é brincadeira, não se faz da noite para o dia. Eles têm a força do Judiciário e do Estado, as federações empresariais foram fundamentais para o sucesso deles. E a mídia é construtora desse processo, pois tem a capacidade de hegemonizar as vítimas deste processo, que não se dão conta do que está acontecendo”, enfatizou Gilberto. Como fraqueza do governo ilegítimo ele citou a corrupção endêmica e as medidas cruéis e brutais. “O povo que já viveu isso irá reagir, já ficou claro que a única forma que eles têm de implantar suas políticas é com repressão”, enfatizou, ponderando que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que poderá assumir a presidência do país, tem uma prática pior que a de Temer “e ainda mais capaz de levar adiante este projeto que nos ataca”, afirmou. Gilberto abordou também as forças e fragilidades desses períodos. Conforme ele, as formulações feitas que levaram a ganhar as eleições de 2002 eram feitas nas bases, com apelo popular. “Era um motor fundamental, mas à medida em que estávamos no governo, nosso motor foi parando, por isso não conseguimos ter clareza que as alianças tinham que ser populares, por isso não avançamos nas reformas estruturais, por isso os debates éticos”, ponderou. “O golpe foi dado por causa dos nossos acertos”, sentenciou. “Os nossos erros podem ter facilitado as coisas, mas não foi por isso que queriam nos tirar de lá”. Gilberto salientou que o golpe começou quando a presidenta Dilma fez um pequeno gesto de enfrentar o capital, ao baixar a taxa básica de juros, pois não seria mais possível distribuir renda sem atacar os grandes. “Precisamos ser atores neste processo e isto significa exigir diretas já. Nosso caminho não será fácil, inúmeros cenários são possíveis, entre eles o renascimento do fascismo com pessoas como Bolsonaro”, alertou. Para Gilberto, “diálogo com a base e romper com a formula tradicional de debate são os pilares para enfrentar este momento, que ele definiu como “a batalha das nossas vidas”. “Está claro que a CUT está reencontrando um papel político fundamental para devolver a esperança para o povo. A realização de um Congresso neste contexto é a certeza que estamos no caminho certo”, finalizou.



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