Webmail CUT

Acesse seu Webmail CUT


Login CUT

Acesse a CUT

Esqueceu a senha?

Presidente dos Bancários: “plano de demissão voluntária é caminho para a privatização da Caixa”

Plano de demissão voluntária (PDV) pretende desligar nada menos que 10 mil funcionários

Escrito por: Sindicato dos Bancários de Brasília • Publicado em: 05/01/2017 - 11:38 • Última modificação: 05/01/2017 - 14:17 Escrito por: Sindicato dos Bancários de Brasília Publicado em: 05/01/2017 - 11:38 Última modificação: 05/01/2017 - 14:17

Reprodução

O que já está ruim só vai piorar. É assim que o Sindicato dos Bancários de Brasília enxerga a realidade dos empregados da Caixa que está por vir após receber a notícia, pela imprensa, de que a empresa prepara para o fim do mês um plano de demissão voluntária (PDV) cuja meta é desligar nada menos que 10 mil funcionários, cerca de 10% do total. E sem previsão de reposição.

É uma baixa extremamente significativa no já insuficiente quadro de pessoal da estatal, que viu o número de trabalhadores reduzir de 100,3 mil para 97 mil num intervalo de apenas um ano, em 2015. “E nem sequer foi apresentado um estudo pelo banco que comprove a necessidade de um plano dessa envergadura”, dispara o presidente dos Bancários, Eduardo Araújo. “O que sabemos é que, ao contrário de implementar uma política que vai eliminar milhares de postos de trabalho, o banco deveria é contratar”.

“O que a direção da Caixa está fazendo nada mais é do que pavimentar o caminho para a privatização de um dos mais importantes instrumentos de execução de políticas sociais de que a sociedade brasileira dispõe. A equação já é conhecida e vem dos anos 1990: primeiro enxuga-se a quantidade de trabalhadores, depois a empresa é sucateada e em seguida é privatizada”, explica Araújo.

A forma como as informações estão chegando também é alvo de críticas do Sindicato dos Bancários. “A falta de transparência e de diálogo tem sido a marca da atual direção da Caixa, que ignora as relações institucionais com as entidades representativas dos trabalhadores. Assim como no caso do Banco do Brasil, soubemos da intenção da empresa de implantar um PDV pela mídia”, acrescenta o presidente do sindicato, lembrando que já foram enviados dois ofícios ao presidente do banco, Gilberto Occhi, para tratar do assunto desde que foi levantando pela imprensa. “Uma postura inconcebível em se tratando de quem está à frente da gestão de uma empresa pública”.

Situação é de caos

Um PDV nos moldes do anunciado pela Caixa, ao qual poderão aderir não somente os aptos a se aposentar, vai levar ainda mais caos aos locais de trabalho, principalmente as agências, que estão sempre cheias, com filas enormes e número de empregados abaixo do mínimo necessário para um atendimento de qualidade e para uma demanda cada vez mais crescente. 

Tudo isso sob a justificativa de aumentar a eficiência da empresa e economizar R$ 1,5 bi a partir de 2018, de acordo com a direção da Caixa. “O fortalecimento da Caixa enquanto banco público e importante agente de desenvolvimento econômico do país com justiça social se faz investindo nos seus empregados e na empresa, e não o contrário, como esse governo está fazendo”, destaca Araújo. 

Mobilização intensificada

Diante desse cenário de ameaças, o Sindicato dos Bancários de Brasília convoca os empregados para intensificar a mobilização em defesa do banco e dos seus empregados. “É importantíssimo a adesão de todos para o sucesso dessa luta”, reitera o presidente do Sindicato.

Título: Presidente dos Bancários: “plano de demissão voluntária é caminho para a privatização da Caixa”, Conteúdo: O que já está ruim só vai piorar. É assim que o Sindicato dos Bancários de Brasília enxerga a realidade dos empregados da Caixa que está por vir após receber a notícia, pela imprensa, de que a empresa prepara para o fim do mês um plano de demissão voluntária (PDV) cuja meta é desligar nada menos que 10 mil funcionários, cerca de 10% do total. E sem previsão de reposição. É uma baixa extremamente significativa no já insuficiente quadro de pessoal da estatal, que viu o número de trabalhadores reduzir de 100,3 mil para 97 mil num intervalo de apenas um ano, em 2015. “E nem sequer foi apresentado um estudo pelo banco que comprove a necessidade de um plano dessa envergadura”, dispara o presidente dos Bancários, Eduardo Araújo. “O que sabemos é que, ao contrário de implementar uma política que vai eliminar milhares de postos de trabalho, o banco deveria é contratar”. “O que a direção da Caixa está fazendo nada mais é do que pavimentar o caminho para a privatização de um dos mais importantes instrumentos de execução de políticas sociais de que a sociedade brasileira dispõe. A equação já é conhecida e vem dos anos 1990: primeiro enxuga-se a quantidade de trabalhadores, depois a empresa é sucateada e em seguida é privatizada”, explica Araújo. A forma como as informações estão chegando também é alvo de críticas do Sindicato dos Bancários. “A falta de transparência e de diálogo tem sido a marca da atual direção da Caixa, que ignora as relações institucionais com as entidades representativas dos trabalhadores. Assim como no caso do Banco do Brasil, soubemos da intenção da empresa de implantar um PDV pela mídia”, acrescenta o presidente do sindicato, lembrando que já foram enviados dois ofícios ao presidente do banco, Gilberto Occhi, para tratar do assunto desde que foi levantando pela imprensa. “Uma postura inconcebível em se tratando de quem está à frente da gestão de uma empresa pública”. Situação é de caos Um PDV nos moldes do anunciado pela Caixa, ao qual poderão aderir não somente os aptos a se aposentar, vai levar ainda mais caos aos locais de trabalho, principalmente as agências, que estão sempre cheias, com filas enormes e número de empregados abaixo do mínimo necessário para um atendimento de qualidade e para uma demanda cada vez mais crescente.  Tudo isso sob a justificativa de aumentar a eficiência da empresa e economizar R$ 1,5 bi a partir de 2018, de acordo com a direção da Caixa. “O fortalecimento da Caixa enquanto banco público e importante agente de desenvolvimento econômico do país com justiça social se faz investindo nos seus empregados e na empresa, e não o contrário, como esse governo está fazendo”, destaca Araújo.  Mobilização intensificada Diante desse cenário de ameaças, o Sindicato dos Bancários de Brasília convoca os empregados para intensificar a mobilização em defesa do banco e dos seus empregados. “É importantíssimo a adesão de todos para o sucesso dessa luta”, reitera o presidente do Sindicato.



Informa CUT

Cadastre-se e receba periodicamente
nossos boletins informativos.