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Protestos marcam casamento da deputada Maria Victoria, filha de Ricardo Barros

Mobilização foi contra reformas trabalhista e previdenciária, ambas apoiadas pela família

Escrito por: Ednubia Ghisi, com informações de Pedro Carrano, do Brasil de Fato Paraná. • Publicado em: 17/07/2017 - 19:43 Escrito por: Ednubia Ghisi, com informações de Pedro Carrano, do Brasil de Fato Paraná. Publicado em: 17/07/2017 - 19:43

Thea Tavares

O casamento da deputada estadual Maria Victória Borghetti Barros (PP/PR) com o advogado Diego da Silva Campos, na noite de sexta-feira (14), teve bem mais participantes do que o planejado pelos noivos.Além dos cerca de mil convidados, centenas de manifestantes ocupam a região do Largo da Ordem, Centro de Curitiba. A concentração foi maior em frente à Igreja do Rosário e ao Palácio Garibaldi, locais da cerimônia religiosa e da festa, respectivamente.

A deputada é filha de Ricardo Barros, ministro da Saúde do governo Michel Temer, e de Cida Borghetti, vice-governadora do Paraná, também do PP.

O protesto foi contra as reformas trabalhista e previdenciária, ambas apoiadas pela família Barros. A ação também denuncia a ilegalidade cometida pela deputada Maria Vitória, que instalou uma fachada anexa ao Palácio Garibaldi, prédio histórico, sem autorização prévia.

A ação começou por volta das 18h30, com batucada, faixas como a frase "Deputada do camburão tem casamento ostentação", "Viemos brindar a sua boa vida", e palavra palavras de ordem como "Golpistas", "Fora Beto Richa" e "Chega de deboche, eu quero o meu brioche".

Apesar do clima agradável e seco desta sexta-feira na capital paranaense, convidados da festa usaram guarda-chuvas. O objeto serviu de escudo de proteção contra ovos arremessados pelos manifestantes.

Entre as organizações mobilizadoras do ato estão as Frentes Brasil Popular, Povo Sem Medo, a Frente Resistência Democrática, muitos movimentos, servidores públicos do município e estudantes.

Pelo menos 15 viaturas da polícia militar foram ao local e integrantes da Tropa de Choque cercavam os locais públicos utilizados para o casamento.

Os ânimos se acirraram em diversos momentos, caso do momento quando uma van transportou o casal de noivos até a entrada lateral na sociedade Garibaldi. Um jovem foi arrastado por um trecho pelo carro, alvejado por tapas e ovos.

Mais tarde, outro jovem, de um grupo de amigos que passava nas imediações, recebeu um tiro de bala de borracha no rosto.

 

Ilegal
A estrutura montada exclusivamente para a festa do casamento de Maria Victoria, em frente ao Palácio Garibaldi, foi considerada ilegal pela Coordenação de Patrimônio Cultural (CPC).

Trata-se de uma fachada montada para ampliado para aumentar a capacidade de público do local, mas que foi armada sem autorização prévia. Uma multa, de valor ainda não estipulado, será aplicada à Sociedade Garibaldi, proprietária do edifício.

Maria Vitória informou e solicitou a autorização da Coordenação de Patrimônio Cultural (CPC) apenas dez dias após o início da montagem. De acordo com a CPC, configura-se infração à Lei Estadual nº 1.211, de 16 de setembro de 1953, segundo a qual “sem prévia autorização da Divisão do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural do Paraná, não se poderá, na vizinhança da coisa tombada, fazer construção que lhe impeça ou reduza a visibilidade, nem nela colocar anúncios ou cartazes”.

O Palácio Garibaldi teve sua construção concluída em 1904 e foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1988. Maria Vitória envolveu a estrutura de metal, que não precisarão ser retiradas, embora a multa esteja mantida. O valor ainda não foi definido.

Título: Protestos marcam casamento da deputada Maria Victoria, filha de Ricardo Barros, Conteúdo: O casamento da deputada estadual Maria Victória Borghetti Barros (PP/PR) com o advogado Diego da Silva Campos, na noite de sexta-feira (14), teve bem mais participantes do que o planejado pelos noivos.Além dos cerca de mil convidados, centenas de manifestantes ocupam a região do Largo da Ordem, Centro de Curitiba. A concentração foi maior em frente à Igreja do Rosário e ao Palácio Garibaldi, locais da cerimônia religiosa e da festa, respectivamente. A deputada é filha de Ricardo Barros, ministro da Saúde do governo Michel Temer, e de Cida Borghetti, vice-governadora do Paraná, também do PP. O protesto foi contra as reformas trabalhista e previdenciária, ambas apoiadas pela família Barros. A ação também denuncia a ilegalidade cometida pela deputada Maria Vitória, que instalou uma fachada anexa ao Palácio Garibaldi, prédio histórico, sem autorização prévia. A ação começou por volta das 18h30, com batucada, faixas como a frase Deputada do camburão tem casamento ostentação, Viemos brindar a sua boa vida, e palavra palavras de ordem como Golpistas, Fora Beto Richa e Chega de deboche, eu quero o meu brioche. Apesar do clima agradável e seco desta sexta-feira na capital paranaense, convidados da festa usaram guarda-chuvas. O objeto serviu de escudo de proteção contra ovos arremessados pelos manifestantes. Entre as organizações mobilizadoras do ato estão as Frentes Brasil Popular, Povo Sem Medo, a Frente Resistência Democrática, muitos movimentos, servidores públicos do município e estudantes. Pelo menos 15 viaturas da polícia militar foram ao local e integrantes da Tropa de Choque cercavam os locais públicos utilizados para o casamento. Os ânimos se acirraram em diversos momentos, caso do momento quando uma van transportou o casal de noivos até a entrada lateral na sociedade Garibaldi. Um jovem foi arrastado por um trecho pelo carro, alvejado por tapas e ovos. Mais tarde, outro jovem, de um grupo de amigos que passava nas imediações, recebeu um tiro de bala de borracha no rosto.   Ilegal A estrutura montada exclusivamente para a festa do casamento de Maria Victoria, em frente ao Palácio Garibaldi, foi considerada ilegal pela Coordenação de Patrimônio Cultural (CPC). Trata-se de uma fachada montada para ampliado para aumentar a capacidade de público do local, mas que foi armada sem autorização prévia. Uma multa, de valor ainda não estipulado, será aplicada à Sociedade Garibaldi, proprietária do edifício. Maria Vitória informou e solicitou a autorização da Coordenação de Patrimônio Cultural (CPC) apenas dez dias após o início da montagem. De acordo com a CPC, configura-se infração à Lei Estadual nº 1.211, de 16 de setembro de 1953, segundo a qual “sem prévia autorização da Divisão do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural do Paraná, não se poderá, na vizinhança da coisa tombada, fazer construção que lhe impeça ou reduza a visibilidade, nem nela colocar anúncios ou cartazes”. O Palácio Garibaldi teve sua construção concluída em 1904 e foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1988. Maria Vitória envolveu a estrutura de metal, que não precisarão ser retiradas, embora a multa esteja mantida. O valor ainda não foi definido.



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