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Senadoras resistem e até final da tarde barram votação

Tática da ocupação da mesa constrange maioria golpista que não sabe o que fazer

Escrito por: CUT Brasil • Publicado em: 11/07/2017 - 17:29 • Última modificação: 11/07/2017 - 23:21 Escrito por: CUT Brasil Publicado em: 11/07/2017 - 17:29 Última modificação: 11/07/2017 - 23:21

Reprodução / Facebook Gleisi Hoffmann Senadoras permanecem ocupando a mesa do plenário e impedindo a votação da Reforma Trabalhista

Após mais de 4 horas de suspensão da sessão no Senado, a maioria golpista fez uma tentativa de retomar o controle da mesa do plenário usando de truculência. As luzes foram novamente acendidas e o senador João Alberto (PMDB-MA) tentou reabrir a sessão na base da pressão sobre as senadoras que desde às 11 horas ocupam a mesa do plenário.

O senador maranhense, entretanto, foi rechaçado pela bancada feminina. A senadora Gleisi Hoffmann recusou-se a deixá-lo retomar os trabalhos, argumentando que não é possível fazer uma reforma tão profunda como essa proposta de Reforma Trabalhista sem debate e com reconhecidos prejuízos aos trabalhadores.

A senadora Fátima Bezerra aproveitou a oportunidade para exibir documento assinado por senadores governistas, reconhecendo graves problemas no projeto, mas dispondo-se a aprová-lo sem alterações, na expectativa de que o presidente Michel Temer emita uma Medida Provisória que corrija esses problemas.

A senadora Gleisi afirmou que “não é possível aprovar essa reforma que foi enviada por um presidente que está denunciado por crime. Enquanto não resolver a situação dele, não é possível votar”.

O senador João Alberto ameaçou também esvaziar as galerias do Senado. Foi informado, porém, que as poucas pessoas que ocupavam o espaço reservado ao público se tratavam de mulheres sindicalistas – dirigentes da CUT -  que conseguiram na Justiça uma liminar assegurando-lhes o direito de acompanhar a votação da Reforma Trabalhista. Os demais cidadãos brasileiros estão impedidos de ter livre acesso ao Senado.

ÀS 17h25 o governo tentou uma nova manobra, quando o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) começou a colher assinaturas para aprovar um requerimento visando transferir a sessão do Senado para outro local.

Entretanto, após toda as tentativas de manobras, o governo chegou ao final da tarde sem conseguir consumar o golpe da Reforma Trabalhista. O impasse aumentou a tensão e serviu para denunciar de forma ainda mais veemente o caráter antidemocrático dessa reforma.

Uma das condições propostas pelas senadoras oposicionistas para permitir a votação é que os senadores aprovem um destaque no projeto da Reforma Trabalhista, retirando do texto a autorização para que gestantes e lactantes trabalhem em ambientes insalubres. Com isso, o projeto teria que reiniciar a tramitação na Câmara dos Deputados, permitindo que a situação do golpista Michel Temer seja resolvida antes que haja uma definição de como fica a Reforma Trabalhista.

Enquanto isso, do lado de fora do Senado os manifestantes permaneceram na pressão. "Nos continuamos na vigília fazendo esta resitência do lado de fora para impedir que este projeto nefasto seja aprovado", reafirmou o secretário-geral da CUT Brasília, Rodrigo Brito.


Senadoras Fátiba Bezerra e Gleisi Hoffmann recebem na mesa do Senado o apoio das deputadas Maria do Rosário e Benedita da Silva

 

    Título: Senadoras resistem e até final da tarde barram votação, Conteúdo: Após mais de 4 horas de suspensão da sessão no Senado, a maioria golpista fez uma tentativa de retomar o controle da mesa do plenário usando de truculência. As luzes foram novamente acendidas e o senador João Alberto (PMDB-MA) tentou reabrir a sessão na base da pressão sobre as senadoras que desde às 11 horas ocupam a mesa do plenário. O senador maranhense, entretanto, foi rechaçado pela bancada feminina. A senadora Gleisi Hoffmann recusou-se a deixá-lo retomar os trabalhos, argumentando que não é possível fazer uma reforma tão profunda como essa proposta de Reforma Trabalhista sem debate e com reconhecidos prejuízos aos trabalhadores. A senadora Fátima Bezerra aproveitou a oportunidade para exibir documento assinado por senadores governistas, reconhecendo graves problemas no projeto, mas dispondo-se a aprová-lo sem alterações, na expectativa de que o presidente Michel Temer emita uma Medida Provisória que corrija esses problemas. A senadora Gleisi afirmou que “não é possível aprovar essa reforma que foi enviada por um presidente que está denunciado por crime. Enquanto não resolver a situação dele, não é possível votar”. O senador João Alberto ameaçou também esvaziar as galerias do Senado. Foi informado, porém, que as poucas pessoas que ocupavam o espaço reservado ao público se tratavam de mulheres sindicalistas – dirigentes da CUT -  que conseguiram na Justiça uma liminar assegurando-lhes o direito de acompanhar a votação da Reforma Trabalhista. Os demais cidadãos brasileiros estão impedidos de ter livre acesso ao Senado. ÀS 17h25 o governo tentou uma nova manobra, quando o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) começou a colher assinaturas para aprovar um requerimento visando transferir a sessão do Senado para outro local. Entretanto, após toda as tentativas de manobras, o governo chegou ao final da tarde sem conseguir consumar o golpe da Reforma Trabalhista. O impasse aumentou a tensão e serviu para denunciar de forma ainda mais veemente o caráter antidemocrático dessa reforma. Uma das condições propostas pelas senadoras oposicionistas para permitir a votação é que os senadores aprovem um destaque no projeto da Reforma Trabalhista, retirando do texto a autorização para que gestantes e lactantes trabalhem em ambientes insalubres. Com isso, o projeto teria que reiniciar a tramitação na Câmara dos Deputados, permitindo que a situação do golpista Michel Temer seja resolvida antes que haja uma definição de como fica a Reforma Trabalhista. Enquanto isso, do lado de fora do Senado os manifestantes permaneceram na pressão. Nos continuamos na vigília fazendo esta resitência do lado de fora para impedir que este projeto nefasto seja aprovado, reafirmou o secretário-geral da CUT Brasília, Rodrigo Brito. Senadoras Fátiba Bezerra e Gleisi Hoffmann recebem na mesa do Senado o apoio das deputadas Maria do Rosário e Benedita da Silva  



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