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Sindicatos podem ser parceiros no enfrentamento à violência

Mulheres trabalhadoras querem combater violência sexista nos locais de trabalho

Escrito por: Érica Aragão • Publicado em: 21/01/2016 - 01:55 • Última modificação: 21/01/2016 - 09:59 Escrito por: Érica Aragão Publicado em: 21/01/2016 - 01:55 Última modificação: 21/01/2016 - 09:59

Érica Aragão

“Violência sexista no local de trabalho” foi tema da oficina - bate papo - que aconteceu nesta quarta (20) na Universidade Luterana do Brasil, em Porto Alegre. Promovida pela CUT, a atividade fez parte do Fórum Social Temático que vai até sábado (23).

“A violência sexista acontece pelo simples fato da mulher ser mulher. É uma faceta cruel da desigualdade entre homens e mulheres”, afirmou a secretária Nacional da Mulher Trabalhadora (SNMT) da maior central da América Latina, Junéia Batista.

“Os sindicatos podem ser grandes parceiros no combate a violência nos locais de trabalho para que as mulheres comecem a ter uma vida digna nas atividades remuneradas e possam, definitivamente, assumir os cargos de poder. Hoje, a maioria das mulheres trabalhadoras estão nas funções sem poder de decisão”.

Muitas pessoas desconhecem a violência cometida no local de trabalho, porque a sociedade machista e patriarcal naturalizam. Por exemplo: remuneração 30% menor dos salários dos homens, assédios moral, sexual, entre outros.

Segundo a advogada feminista Beatriz da Rosa Vasconcelos, o assédio moral é mais frequente nas mulheres. Para ela, a raiz do problema é a desvalorização da mulher desde que nasce. “Desde pequeno o menino ganha bola e carrinhos e as meninas ganham bebês para fazer dormir e cozinha para já ir acostumando com os equipamentos”, explicou Bia.

Segundo Junéia, as experiências trocadas nesta oficina servirão de subsídio para elaboração de propostas para enfrentar situações vividas pelas mulheres em cotidiano no trabalho.

Alguns homens estiveram presentes, entre eles o canadense Daniel Parker, que faz parte da equipe de coordenação do Fórum Social Mundial 2016, que vai acontecer entre os dias 9 e 14 de Agosto em Montréal, no Canadá.

Ele ficou indignado com a desigualdade entre homens e mulheres que existem no país, mas também foi surpreendido. “Fiquei surpreso e contente em ver a mobilização dos sindicatos no Brasil. No Canadá os sindicatos não são tão poderosos e também tem essa conformidade de que não precisam lutar. Vou levar essas experiências dos sindicatos e das feministas para lá”.

 

Confira a programação completa aqui

 

História do Fórum Social Mundial (FSM)

O primeiro Fórum Social Mundial teve objetivo de se contrapor ao Fórum Econômico Mundial de Davos que, desde 1971, defende as políticas neoliberais em todo mundo. O Comitê Organizador do FSM 2001 foi formado por oito entidades brasileiras: Abong, Attac, CBJP, Cives, CUT, Ibase, MST e Rede Social de Justiça e Direitos Humanos.

Título: Sindicatos podem ser parceiros no enfrentamento à violência, Conteúdo: “Violência sexista no local de trabalho” foi tema da oficina - bate papo - que aconteceu nesta quarta (20) na Universidade Luterana do Brasil, em Porto Alegre. Promovida pela CUT, a atividade fez parte do Fórum Social Temático que vai até sábado (23). “A violência sexista acontece pelo simples fato da mulher ser mulher. É uma faceta cruel da desigualdade entre homens e mulheres”, afirmou a secretária Nacional da Mulher Trabalhadora (SNMT) da maior central da América Latina, Junéia Batista. “Os sindicatos podem ser grandes parceiros no combate a violência nos locais de trabalho para que as mulheres comecem a ter uma vida digna nas atividades remuneradas e possam, definitivamente, assumir os cargos de poder. Hoje, a maioria das mulheres trabalhadoras estão nas funções sem poder de decisão”. Muitas pessoas desconhecem a violência cometida no local de trabalho, porque a sociedade machista e patriarcal naturalizam. Por exemplo: remuneração 30% menor dos salários dos homens, assédios moral, sexual, entre outros. Segundo a advogada feminista Beatriz da Rosa Vasconcelos, o assédio moral é mais frequente nas mulheres. Para ela, a raiz do problema é a desvalorização da mulher desde que nasce. “Desde pequeno o menino ganha bola e carrinhos e as meninas ganham bebês para fazer dormir e cozinha para já ir acostumando com os equipamentos”, explicou Bia. Segundo Junéia, as experiências trocadas nesta oficina servirão de subsídio para elaboração de propostas para enfrentar situações vividas pelas mulheres em cotidiano no trabalho. Alguns homens estiveram presentes, entre eles o canadense Daniel Parker, que faz parte da equipe de coordenação do Fórum Social Mundial 2016, que vai acontecer entre os dias 9 e 14 de Agosto em Montréal, no Canadá. Ele ficou indignado com a desigualdade entre homens e mulheres que existem no país, mas também foi surpreendido. “Fiquei surpreso e contente em ver a mobilização dos sindicatos no Brasil. No Canadá os sindicatos não são tão poderosos e também tem essa conformidade de que não precisam lutar. Vou levar essas experiências dos sindicatos e das feministas para lá”.   Confira a programação completa aqui   História do Fórum Social Mundial (FSM) O primeiro Fórum Social Mundial teve objetivo de se contrapor ao Fórum Econômico Mundial de Davos que, desde 1971, defende as políticas neoliberais em todo mundo. O Comitê Organizador do FSM 2001 foi formado por oito entidades brasileiras: Abong, Attac, CBJP, Cives, CUT, Ibase, MST e Rede Social de Justiça e Direitos Humanos.



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