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Trabalhadores do Diário de S.Paulo decidem entrar em greve

Profissionais não receberam pagamentos de dezembro; falta água e o telefone foi cortado

Escrito por: Redação - Sindicato dos Jornalistas de São Paulo • Publicado em: 11/01/2017 - 10:22 Escrito por: Redação - Sindicato dos Jornalistas de São Paulo Publicado em: 11/01/2017 - 10:22

Divulgação

Os jornalistas e trabalhadores administrativos do Diário de S.Paulo vão entrar em greve nesta quinta-feira (12). A decisão foi tomada em assembleia na tarde de segunda-feira (9), em frente à sede do jornal, na Barra Funda, devido à incapacidade da empresa em se restabelecer para honrar seus compromissos com profissionais e fornecedores.

O jornal não pagou o 13º e nem o salário de dezembro, que deveria ter sido quitado até o último dia 5 de janeiro. Os jornalistas do veículo estão em estado de greve desde o ano passado por conta dos atrasos frequentes no pagamento de salários e benefícios, à falta de repasse do FGTS à Previdência e do Imposto de Renda à Receita Federal, o que tem levado vários empregados a cair na malha fina. Além disso, desde o início do ano sete profissionais foram demitidos.

A partir da próxima quinta-feira (12), os profissionais vão trabalhar em esquema de rodízio, mantendo 30% do efetivo na redação e no departamento administrativo, mas esse percentual pode variar porque o vale transporte referente à janeiro também não foi pago.

Em conversa com representantes do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) nesta segunda-feira (9), o gestor do jornal, Mário Sales, afirmou que o Diário aguarda cerca de R$ 1 milhão em pagamento até o dia 15, mas não apresentou nenhum sinal de que o valor será destinado para quitar os débitos devidos aos trabalhadores.

Segundo Sales, quatro contratos foram cancelados desde o início do ano em função da crise na empresa. Muitos trabalhadores não têm como pagar a passagem para se deslocar até a empresa.

Os jornalistas relatam cenário de demissões, pagamentos atrasados, contratação de estagiários “PJ”, ar-condicionado quebrado, falta de água e telefone cortado. Sem telefone, alguns assinantes estão indo pessoalmente à sede do jornal para cancelar a assinatura, pois o veículo também não está pagando os distribuidores, que acabaram por interromper a entrega das edições, e mais de duas mil assinaturas foram canceladas nos últimos dias. Segundo os relatos, uma atendente recebeu mais de 50 pedidos de cancelamento em um único dia.

Na quinta-feira (12), o SJSP vai encaminhar o aviso de greve marcado para o dia 16 para a administração do jornal, solicitando reunião urgente para tratar dos problemas. Os trabalhadores mantêm assembleia permanente até uma solução para o impasse.

 

Título: Trabalhadores do Diário de S.Paulo decidem entrar em greve, Conteúdo: Os jornalistas e trabalhadores administrativos do Diário de S.Paulo vão entrar em greve nesta quinta-feira (12). A decisão foi tomada em assembleia na tarde de segunda-feira (9), em frente à sede do jornal, na Barra Funda, devido à incapacidade da empresa em se restabelecer para honrar seus compromissos com profissionais e fornecedores. O jornal não pagou o 13º e nem o salário de dezembro, que deveria ter sido quitado até o último dia 5 de janeiro. Os jornalistas do veículo estão em estado de greve desde o ano passado por conta dos atrasos frequentes no pagamento de salários e benefícios, à falta de repasse do FGTS à Previdência e do Imposto de Renda à Receita Federal, o que tem levado vários empregados a cair na malha fina. Além disso, desde o início do ano sete profissionais foram demitidos. A partir da próxima quinta-feira (12), os profissionais vão trabalhar em esquema de rodízio, mantendo 30% do efetivo na redação e no departamento administrativo, mas esse percentual pode variar porque o vale transporte referente à janeiro também não foi pago. Em conversa com representantes do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) nesta segunda-feira (9), o gestor do jornal, Mário Sales, afirmou que o Diário aguarda cerca de R$ 1 milhão em pagamento até o dia 15, mas não apresentou nenhum sinal de que o valor será destinado para quitar os débitos devidos aos trabalhadores. Segundo Sales, quatro contratos foram cancelados desde o início do ano em função da crise na empresa. Muitos trabalhadores não têm como pagar a passagem para se deslocar até a empresa. Os jornalistas relatam cenário de demissões, pagamentos atrasados, contratação de estagiários “PJ”, ar-condicionado quebrado, falta de água e telefone cortado. Sem telefone, alguns assinantes estão indo pessoalmente à sede do jornal para cancelar a assinatura, pois o veículo também não está pagando os distribuidores, que acabaram por interromper a entrega das edições, e mais de duas mil assinaturas foram canceladas nos últimos dias. Segundo os relatos, uma atendente recebeu mais de 50 pedidos de cancelamento em um único dia. Na quinta-feira (12), o SJSP vai encaminhar o aviso de greve marcado para o dia 16 para a administração do jornal, solicitando reunião urgente para tratar dos problemas. Os trabalhadores mantêm assembleia permanente até uma solução para o impasse.  



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