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A (anti)reforma da Previdência é uma mentira

A (anti)reforma da Previdência é uma mentira

Escrito por: Vitalina Gonçalves Secretária de Administração e Finanças da CUT- RS Publicado em: 07/12/2017 Publicado em: 07/12/2017

Ao contrário do que propagandeia o governo golpista de Michel Temer, a proposta que prevê alterações na aposentadoria dos/as brasileiros/as não irá atingir aqueles/as que desfrutam de privilégios. Apenas aumentará o tempo de contribuição daqueles/as que mais necessitam desse benefício, praticamente inviabilizando o seu acesso a um descanso digno.

Segundo o Dieese, os cálculos que tentam demonstrar o déficit da Previdência não são confiáveis. A estratégia do governo é gerar alarmismos e insegurança com relação à Previdência Pública para incentivar a migração de contribuintes para planos de previdência do setor privado.

O golpista Temer, que se aposentou aos 55 anos e percebe R$ 30 mil mensais, vem financiando uma campanha de mídia milionária para convencer a população que deseja acabar com privilégios. Realiza farta distribuição de recursos públicos, emendas parlamentares e troca de favores. Faz tudo para garantir que deputados e senadores aprovem o projeto, pois disto depende sua sustentação política no Planalto. Afinal, foi para isto que os golpistas, dentre eles o próprio Temer, romperam o pacto democrático e o Estado de Direito no Brasil, derrubando Dilma sem crime de responsabilidade, através de um falso impedimento, para aprovar essas reformas, a qualquer custo.

Se aprovado o projeto da (anti)reforma da Previdência pela Câmara dos Deputados, a grande maioria dos trabalhadores terá de contribuir, em média, 40 anos para ter direito à aposentadoria. Atualmente são 25 anos de contribuição. Por exemplo: um  trabalhador ou uma trabalhadora de 52 anos, que já contribuiu por 30 anos, mesmo na regra de transição, pela nova lei, não poderá aposentar-se antes dos 62 anos. Ou seja, terá de contribuir mais 10 anos, totalizando 40 anos.

Soma-se a este fato a (anti)reforma Trabalhista e a terceirização, aprovadas pelo Congresso e que já entraram em vigor este ano, tornando o tempo de contribuição ainda maior, independente da aprovação da (anti)reforma da Previdência, devido ao trabalho intermitente e a precarização nas formas de contratação (terceirização, quarteirização, pejotização etc.,). Esses fatos, aliados ao período de recessão e baixo emprego, são a certeza de que trabalharemos até morrer e os privilegiados em nada serão atingidos.

Para as mulheres há ainda um agravante, pois acumulam papéis sociais como genitoras, cuidadoras da família, dos pais, dos doentes, dos filhos, etc., e são muitas vezes obrigadas a afastamentos do mercado de trabalho, reduzindo ainda mais o seu tempo de contribuição. O seu direito à aposentadoria será interditado pela nova lei.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT), as demais centrais e movimentos sociais, realizaram, em 5 de dezembro, um Dia Nacional de Mobilização e Protesto contra a reforma da Previdência. Não permitiremos que roubem os direitos dos trabalhadores e d as trabalhadoras. Estaremos nas ruas, indústrias, escolas e aeroportos e denunciaremos todos deputados e deputadas, senadores e senadoras golpistas, para que não aprovem mais esta antirreforma, pois representará uma sentença de morte para a classe trabalhadora.

 

 




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