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Casa Grande e Senzala: É Isso Mesmo??

Casa Grande e Senzala: É Isso Mesmo??

Escrito por: Junéia Martins Batista Secretária Nacional da Mulher Trabalhadora - CUT Publicado em: 10/01/2018 Publicado em: 10/01/2018

As desigualdades sociais, econômicas e políticas são estruturantes da sociedade capitalista e patriarcal e, no caso brasileiro, também se conformam numa sociedade construída com a visão da “casa grande”, dos coronéis, donos de cafezais e dos engenhos -, é a manutenção da cultura escravocrata que permanece mais viva do que antes, em terras tupiniquins. 

Essas raízes, muitas vezes têm sido definidoras da nossa formação social, revelando o lugar dos mesmos “donos do engenho”, vale ressaltar, uma minoria composta por homens ricos, velhos e brancos, que permanecem nos espaços de poder, político, jurídico, religioso, expropriadores de mentes e das riquezas produzidas no país, contra uma multidão de excluídos e famintos que aumenta a cada dia.

No centro desta multidão estão mulheres, negros, idosas/os e crianças. Vitimizadas pela violência que se alastra por todas as dimensões e espaços-, tornamo-nos objetos de todas as políticas de retrocessos instaladas no país. Estes retrocessos não nos poupam em uma única área da vida e seu intento é nos desconstruir na nossa humanidade.  

Enquanto países como a Islândia, tornam ilegal o pagamento de salário menor às mulheres, no Brasil querem exterminar os direitos das mulheres; dos idosos de envelhecer com dignidade; e a proteção de crianças e jovens - querem diminuir a idade penal.

 Esses direitos têm sido violados cotidianamente, quer seja por violência doméstica, que vitimiza uma mulher a cada 5 minutos (espancada ou morta), ou nos espaços públicos em que  ocorrem dez estupros coletivos por dia. Soma-se a situação de violência social a ausência das políticas de proteção por parte do Estado, que por vezes a pratica, a exemplo da violência policial, moral e psicológica -, as quais são referendadas na eliminação de políticas públicas de atendimento, muitas delas criadas pelos governos Lula/Dilma, na retirada dos direitos no trabalho, na assistência, na saúde e na educação, só para citar alguns. 

Não bastasse tudo isso, o Estado, por meio do parlamento, composto por uma elite de brancos abastados, usando do discurso da “manutenção da vida”, tenta retirar o direito ao aborto previsto em Lei, em caso de estupro ou de riscos a vida da mulher ou mesmo fetos anencéfalos. Esse viés conservador e hipócrita tem na sua origem a tentativa de domínio sobre nossos corpos.  

Vale ressaltar, os mesmos que buscam criminalizar as mulheres são também favoráveis a diminuição da idade penal e a pena de morte e buscam criminalizar os movimentos sociais. Muitas vezes fazem uso de suas concepções religiosas para justificar seu conservadorismo, preconceito, intolerância e a xenofobia contra as diferenças, a exemplo da diversidade sexual. 

Neste sentido, a luta pela igualdade de direitos das mulheres e negros/as, pela proteção geracional (idosos/crianças/jovens) passa, indubitavelmente, pela defesa e o fortalecimento da democracia, e esta não existe se as pessoas não forem tratadas com igualdade, equidade e justiça, que sejam respeitadas em seus humanos direitos.

A busca por uma sociedade justa, igualitária e democrática deve ser o nosso objetivo e horizonte. Para isso, a democracia é o espaço privilegiado das disputas por direitos e justiça. É ela o palco em que se dá a luta de classes. Portanto, é fundamental aprofundar a luta por democracia e justiça, as quais se expressam neste momento, na defesa do direito de Lula disputar as eleições em 2018.  O julgamento de Lula marcado em tempo recorde pelo TRF 4 para o dia 24 de janeiro, enquanto casos emblemáticos como o de Aécio Neves, que tem todas as provas contra si, mas  até o momento nada foi feito, é revelador sobre o papel que alguns juízes e promotores públicos vem exercendo no Brasil. 

É urgente e permanente a nossa luta nas ruas para defender o direito de Lula a um julgamento justo e parcial, não político. Caso contrário, poderemos afirmar que o seu julgamento é uma farsa persecutória sem comprovação de crime, o que significa a quebra da democracia que teve inicio com o golpe contra a Presidenta Dilma. É preciso entender que sem Justiça não há Democracia e sem Democracia na há Justiça. 

Condenar Sem Crime é INJUSTIÇA!! Eleição sem Lula é Fraude. Defender Lula é Defender a Democracia!! 




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