Dia Internacional da Juventude

11/08/2017 - 00:00

Celebramos no 12 de agosto, o Dia Internacional da Juventude, por resolução da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas). É uma boa oportunidade para fazermos uma reflexão sobre os desafios para avançarmos na construção de um país mais humano e solidário, num processo em que nossa juventude trabalhadora seja incluída e reconhecida.

Mas a data não é apenas motivo de celebração. Ela serve de referencia para entidades dos movimentos sindicais, sociais e populares darem visibilidade às lutas da juventude ao redor do mundo.

Assim são realizadas manifestações, debates e atos públicos em defesa dos direitos desse segmento geracional que buscam despertar a juventude de diferentes partes do mundo para a importância de ouvir, reconhecer opiniões diferentes, resolver seus conflitos, viabilizando a construção de um futuro de oportunidades e dignidade.

No Brasil, a juventude – definida pelo Estatuto da Juventude como a população entre 15 e 29 anos  – já é mais de um quarto da população. Somos e representamos a diversidade de pensamentos, de estilos, que são a marca da nossa população. Mas sempre queremos mais! O atual modelo de governo que existe no Brasil torna o jovem vulnerável, criminaliza, além de não assegurar direitos básicos para sua formação.

Ao longo da história, os jovens se tornaram sinônimos de revolução, porque sempre estiveram presentes nos processos de mudança. Por outro lado, diversas pesquisas mostram que o acesso a um emprego de qualidade é uma das principais demandas da juventude. Daí a importância de lutar por políticas públicas de trabalho, emprego e renda. É preciso considerar ainda que a experiência no mundo do trabalho é desigual mesmo dentre os jovens. Fatores como sexo, cor/raça, renda familiar, posição na família, escolaridade e região de moradia, tornam ainda mais explícitas as múltiplas disparidades que atingem a população juvenil.

Os governos Lula e Dilma inovaram na concepção de política pública para a juventude e passou a considerar esse segmento como uma condição social, e os jovens como sujeitos de direitos. Essa nova concepção de política pública de juventude tomou por base duas noções: oportunidades e direitos.

As ações e programas desses governos buscaram oferecer oportunidades e garantir direitos aos jovens, para que eles pudessem resgatar a esperança e participar da construção da vida cidadã no Brasil. Para tanto, ganharam relevância programas e coes voltados para assegurar qualificação profissional, cidadania e acesso à educação, ao trabalho, ao crédito, à renda, aos esportes, ao lazer, à cultura e à terra.

Com o governo golpista de Michel Temer, que não legitimamos, grande parte dessa política já foi desmontada, a partir da ocupação de órgãos como a Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) e o Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) por cabos eleitorais oportunistas e desqualificados, voltados para suas próprias carreiras eleitorais e sem nenhum compromisso com os direitos e aspirações de sua geração.

Continuaremos juntos com a maioria da juventude brasileira, em seu destemido protagonismo à frente das mobilizações contra os golpistas e suas tentativas de disseminação do neoliberalismo e do neofascismo no Brasil. A juventude nos move. Não passarão!