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CUT debate transformações no mundo do trabalho e respostas sindicais no FSM

Um novo ciclo do sistema capitalista está provocando mais desemprego, precarização das relações de trabalho, criação de poucos postos de trabalho mais especializados e melhor remunerados, diz Lisboa

Publicado: 09 Março, 2018 - 18h20

Escrito por: Redação CUT

Divulgação
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Durante o Fórum Social Mundial 2018 (FSM2018), que será realizado entre os dias 13 e 17 deste mês, em Salvador, a CUT e a Fundação Friedrich Ebert Brasil vão promover uma oficina sobre “Transformações no mundo do trabalho e respostas sindicais”.

O evento, que será realizado a partir das 9h do dia 14, na Tenda da CUT, na Universidade Federal da Bahia (UFBA), tem o apoio da Confederação Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras das Américas (CSA), da Confederação Sindical Internacional (CSI) e do escritório de Atividades para os Trabalhadores (ACTRAV) da Organização Internacional do Trabalho (OIT). 

O objetivo da oficina é debater, com militantes e dirigentes sindicais de vários países, acadêmicos e estudiosos do tema, como o neoliberalismo, o domínio do sistema financeiro sobre a economia e as novas tecnologias configuram um novo ciclo do sistema capitalista. Além disso, a oficina vai discutir como a reorganização da produção em cadeias globais, o avanço tecnológico, a robotização e a digitalização da economia vêm provocando transformações sem precedentes no mundo do trabalho e colocando inúmeros desafios às sociedades e às organizações sindicais.

O secretário de Relações Internacionais da CUT, Antônio Lisboa, já fez vários alertas sobre os efeitos desse novo ciclo capitalista no mundo do trabalho, em especial em relação à classe trabalhadora, claramente a mais afetada pelas decisões do mercado.

“As principais características desse ciclo capitalista é o aumento do desemprego, a precarização das relações de trabalho e a criação de poucos postos de trabalho mais especializados e melhor remunerados, o que vem contribuindo com o aumento da assimetria social e a desigualdade”, diz Lisboa.

Segundo ele, ao lado dessas novas questões, persistem “as desigualdades decorrentes da divisão sexual do trabalho e de tratamento e oportunidades para a população trabalhadora - indígenas, negros e negras, migrantes.”

“Compartilhar análises e debater as possíveis respostas sindicais a essas questões, com vistas a inspirar novas ações, são os objetivos dessa atividade”, explica o secretário de Relações Internacionais da CUT.

FSM2018

As principais atividades do FSM2018 serão realizadas no Campus Ondina, da UFBA, onde, entre outras estruturas, ficará a tenda da CUT Brasil, dos movimentos sociais e sindical.

Os eixos temáticos e as prioridades da CUT durante o FSM2018, cujo tema é “Resistir é criar, resistir é transformar”, serão:

1) Democracia e Trabalho;

2) O Futuro do Trabalho;

3) Produção de alimentos/Soberania Alimentar;

4) Migrações.

A CUT também irá organizar outras duas mesas. A primeira delas será sobre “Produção de Alimentos e Soberania Alimentar”, no dia 15 de março de 2018, às 14h.

Para essa mesa, estão confirmadas as presenças de Sérgio Sauer, professor do Programa de Pós-Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural (UnB); Aristides Santos Veras, presidente da CONTAG; Marcos Rochins, coordenador-Geral da CONTRAF-Brasil; e Elisabetta Recine, presidente do CONSEA Nacional.

A coordenação será feita pela Carmen Foro, vice-presidenta da CUT, e pela Elisângela dos Santos Araújo, diretora executiva da CUT Brasil.

A outra mesa organizada pela CUT será sobre “Direitos para Imigrantes e Refugiados”.

Para essa mesa, estão confirmadas as presenças de Joel Odigie, da CSI África Mohammed El Wafy, UMT Marruecos; Cristina Faciaben, da CCOO España; e Eda Duzgun, do Movimiento Curdo.

A coordenação será de Amanda Villatoro, da CSA Américas, e os comentaristas serão Manfred Brinkmann, da GEW Alemanha; Ansleme Amoussou, da CSA Benin; Fambaye Ndoye, UNSAS Senegal; e Giuseppe Massafra, CGIL Itália. 

A atividade sobre democracia será realizada no Estádio Arena Fonte Nova, onde são esperadas mais de 80 mil pessoas, e deverá contar com a presença dos ex-presidentes do Brasil, Luíz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, a ex-presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, e o ex-presidente uruguaio, José Mujica, além de outros convidados.

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AGENDA

“Transformações no mundo do trabalho e respostas sindicais”

14 de março de 2018

Local: Tenda da CUT Brasil na Universidade Federal da Bahia (UFBA)

PROGRAMAÇÃO

09h00 - Abertura, contexto e objetivos da atividade

  • Antonio Lisboa, Central Única dos Trabalhadores - CUT
  • Katharina Hofmann, Fundação Friedrich Ebert - FES Brasil

09h15 - O controle do capital na revolução científica e tecnológica e os impactos no mundo do trabalho

  • João Felicio, Confederação Sindical Internacional - CSI
  • Ana Georgina Dias, Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos - DIEESE
  • Alma Espino, Centro Interdisciplinário de Estudos sobre o Desenvolvimento - CIEDUR /Uruguai

Coordenação: Antonio Lisboa, Central Única dos Trabalhadores – CUT

11h15 - Impactos nos serviços e indústria da revolução científica e tecnológica

  • Marcio Pochmann, Fundação Perseu Abramo - FPA
  • Valter Sanches, Industriall
  • Camilo Rubiano, Internacional dos Serviços Públicos - ISP

Coordenação: Rosane Bertotti, Central Única dos Trabalhadores – CUT

13h15- intervalo para almoço

14h30 - Desafios para organização sindical

  • Rafael Lamas, Federação Geral do Trabalho da Bélgica - FGTB
  • Victor Baez, Confederação Sindical de Trabalhadores/as das Américas - CSA
  • Fausto Durante, Confederação Geral Italiana do Trabalho - CGIL Itália

Coordenação: Graça Costa, Central Única dos Trabalhadores – CUT 

16h00 - Encerramento