• Kwai
MENU

Petroleiros iniciam greve de 24h na Petrobras

Paralisação foi aprovada por cerca de 90% dos trabalhadores em assembleias realizadas na terça-feira (25)

Publicado: 26 Março, 2025 - 15h13 | Última modificação: 26 Março, 2025 - 15h21

Escrito por: Brasil de Fato | Editado por: Nathallia Fonseca, BdF

Divulgação
notice

Funcionários da Petrobras deram início na manhã desta quarta-feira (26) a uma greve de 24 horas em protestos contra decisões da gestão da presidente Magda Chambriard na Petrobras. A paralisação deve mobiliza grande parte da categoria, segundo sindicatos.

A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) informou que, no Rio de Janeiro, estado sede da Petrobras, a greve atinge a maioria das unidades administrativas e operacionais, numa adesão que é considerada “excelente” pela entidade.

Além do Rio de Janeiro, ocorreram atos em outros estados. Foram fechadas as entradas da Refinaria de Paulínia (Replan), em São Paulo, e da Base de Vitória (Bavit), no Espírito Santo. Já na Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas, no Rio Grande do Sul, um ato marcou o dia de paralisações desde as 7h da manhã.

A greve foi aprovada em assembleias realizadas na quarta-feira (26). Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), cerca de 90% dos trabalhadores aprovaram a proposta de paralisação de um dia.

Segundo a FUP, a paralisação é “uma advertência às tentativas da gestão Magda Chambriard de esvaziar os fóruns de negociação coletiva, com postura autoritária que coloca em xeque a boa-fé negocial, além de ignorar as principais reivindicações dos petroleiros”. “A categoria não aceitará a volta da cultura do medo na Petrobras”, declarou a federação, em nota publicada na quarta.

O Sindicato dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado) acrescentou que trabalhadores “têm diversas dificuldades para dialogar com a gestão, que tem tomado diversas medidas unilaterais sem diálogo e que atacam direitos historicamente conquistados”.

Os petroleiros reclamam da redução de 31% nos valores da remuneração variável que é adicionada ao salário dos trabalhadores em um momento em que a Petrobras repassou 207% do lucro do ano passado em forma de dividendos para os acionistas. Os trabalhadores são contra as mudanças no regime de teletrabalho e pedem um equacionamento dos planos de previdência patrocinados pela estatal. 

A FUP reclama ainda que a atual gestão ataca o repouso semanal remunerado de trabalhadores e impõe dificuldades em rever as demissões e punições políticas feitas pela empresa durante governos passados.

Procurada pelo Brasil de Fato, a Petrobras informou que a greve não afeta a produção de petróleo e derivados da companhia.

A empresa declarou que respeita o direito de manifestação dos empregados e que tem mantido diálogo aberto com as entidades sindicais sobre os ajustes ao modelo híbrido de trabalho.

“A partir de 7 de abril, todos os empregados devem cumprir três dias de trabalho presencial na semana”, informou a estatal. “Os ajustes visam atender os grandes desafios que a companhia tem pela frente, alinhados ao seu Plano Estratégico.”

A Petrobras também informou que cumpre os acordos coletivos firmados em negociação com trabalhadores.

Leia mais Veja a cobertura da greve nacional petroleira desta quarta