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Texto final da Reforma da Previdência pode ser ainda pior

“Tudo que vem de Brasília prejudica os trabalhadores em especial os que ocupam funções mais precárias, mesclam períodos de emprego formal, informal e desemprego", afirma Graça Costa

Escrito por: Érica Aragão • Publicado em: 11/12/2017 - 18:11 • Última modificação: 12/12/2017 - 21:03 Escrito por: Érica Aragão Publicado em: 11/12/2017 - 18:11 Última modificação: 12/12/2017 - 21:03

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Divulgada pelo governo como uma forma de acabar com privilégios, a nova proposta de reforma da Previdência do ilegítimo e golpista Michel Temer (PMDB-SP) na verdade prejudica os mais pobres e pode ser ainda pior do que o texto aprovado na Comissão Especial da Câmara dos Deputados.

“Nenhuma proposta feita até agora pelo golpista Temer preserva os direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras que ganham menos, sofrem mais com a alta rotatividade e os longos períodos de desemprego”, afirma a secretária Nacional de Relações do Trabalho da CUT, Graça Costa, que alerta: e pode piorar ainda mais.

Segundo a secretária, é preciso ter clareza de duas coisas nesta discussão da reforma Previdência:  as mudanças propostas não mudam o caráter prejudicial à população mais pobre que continuará sendo muito penalizada; e há um ponto mais grave que não está chamando a atenção das pessoas: “até agora, nós não sabemos o tamanho do prejuízo. Nós só conheceremos as reais mudanças quando o texto legislativo for apresentado do Plenário da Câmara”, afirma Graça.

Ela se refere ao fato de que o texto da PEC 287/2016 que está tramitando é o que foi aprovado na Comissão Especial da Câmara dos Deputados em maio deste ano. A proposta final, que pode ser mais cruel para a classe trabalhadora é definida no plenário da Casa.

“Tudo que vem de Brasília prejudica os trabalhadores, em especial os que ocupam funções mais precárias, mesclam períodos de emprego formal, informal e desemprego”, conclui Graça.

O ex-ministro da Previdência Social, Carlos Gabas, concorda com a avaliação da dirigente da CUT. Ele diz que “para o governo não interessa aprovar a proposta que eles estão vendendo na mídia”. Gabas lembrou a fala do ministro da Fazenda Henrique Meirelles, que disse se não aprovar o projeto original, que previa 25 anos de contribuição, é melhor não aprovar nada.

País não está quebrado

Gabas contesta ainda os argumentos do governo de que as contas públicas não estão fechando, que o país está quebrado e que se a Reforma da Previdência não for aprovada o sistema da previdência vai falir, lembrando da  Medida Provisória (MP 783), que isenta dívidas milionárias previdenciárias de empresas.

“Quem tá quebrado não perdoa dívidas, cobra! O governo abriu mão de um trilhão de arrecadação, duas vezes o que ele quer economizar com a reforma da Previdência. Não existe nenhum compromisso com equilíbrio de conta ou com a previdência. O compromisso do governo é entregar para a iniciativa privada a nossa proteção social”, destacou Gabas.

Tanto Gabas quanto Graça dizem que a decisão da CUT e das centrais na manhã da última sexta-feira (8) foi acertada. 

“Só com muita mobilização e manifestações é que a gente pode conseguir barrar esse desmonte e garantir que os trabalhadores e as trabalhadoras possam se aposentar. A jornada de luta será fundamental para denunciarmos todas as atrocidades deste governo”, finaliza Graça.

Título: Texto final da Reforma da Previdência pode ser ainda pior, Conteúdo: Divulgada pelo governo como uma forma de acabar com privilégios, a nova proposta de reforma da Previdência do ilegítimo e golpista Michel Temer (PMDB-SP) na verdade prejudica os mais pobres e pode ser ainda pior do que o texto aprovado na Comissão Especial da Câmara dos Deputados. “Nenhuma proposta feita até agora pelo golpista Temer preserva os direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras que ganham menos, sofrem mais com a alta rotatividade e os longos períodos de desemprego”, afirma a secretária Nacional de Relações do Trabalho da CUT, Graça Costa, que alerta: e pode piorar ainda mais. Segundo a secretária, é preciso ter clareza de duas coisas nesta discussão da reforma Previdência:  as mudanças propostas não mudam o caráter prejudicial à população mais pobre que continuará sendo muito penalizada; e há um ponto mais grave que não está chamando a atenção das pessoas: “até agora, nós não sabemos o tamanho do prejuízo. Nós só conheceremos as reais mudanças quando o texto legislativo for apresentado do Plenário da Câmara”, afirma Graça. Ela se refere ao fato de que o texto da PEC 287/2016 que está tramitando é o que foi aprovado na Comissão Especial da Câmara dos Deputados em maio deste ano. A proposta final, que pode ser mais cruel para a classe trabalhadora é definida no plenário da Casa. “Tudo que vem de Brasília prejudica os trabalhadores, em especial os que ocupam funções mais precárias, mesclam períodos de emprego formal, informal e desemprego”, conclui Graça. O ex-ministro da Previdência Social, Carlos Gabas, concorda com a avaliação da dirigente da CUT. Ele diz que “para o governo não interessa aprovar a proposta que eles estão vendendo na mídia”. Gabas lembrou a fala do ministro da Fazenda Henrique Meirelles, que disse se não aprovar o projeto original, que previa 25 anos de contribuição, é melhor não aprovar nada. País não está quebrado Gabas contesta ainda os argumentos do governo de que as contas públicas não estão fechando, que o país está quebrado e que se a Reforma da Previdência não for aprovada o sistema da previdência vai falir, lembrando da  Medida Provisória (MP 783), que isenta dívidas milionárias previdenciárias de empresas. “Quem tá quebrado não perdoa dívidas, cobra! O governo abriu mão de um trilhão de arrecadação, duas vezes o que ele quer economizar com a reforma da Previdência. Não existe nenhum compromisso com equilíbrio de conta ou com a previdência. O compromisso do governo é entregar para a iniciativa privada a nossa proteção social”, destacou Gabas. Tanto Gabas quanto Graça dizem que a decisão da CUT e das centrais na manhã da última sexta-feira (8) foi acertada.  “Só com muita mobilização e manifestações é que a gente pode conseguir barrar esse desmonte e garantir que os trabalhadores e as trabalhadoras possam se aposentar. A jornada de luta será fundamental para denunciarmos todas as atrocidades deste governo”, finaliza Graça.



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