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Criminalização da política leva à ditadura do judiciário, ao fascismo

Em nota sobre manifestações de 13 de março, presidente da CUT alerta: sem partidos políticos, hostilizados nos atos, não há democracia nem direitos. Todos perdem, em especial a classe trabalhadora

Escrito por: Vagner Freitas, presidente Nacional da CUT • Publicado em: 14/03/2016 - 13:17 • Última modificação: 14/03/2016 - 14:46 Escrito por: Vagner Freitas, presidente Nacional da CUT Publicado em: 14/03/2016 - 13:17 Última modificação: 14/03/2016 - 14:46

Paulo Pinto/Agencia PT

As manifestações do dia 13 de março em todo o país foram precedidas por uma escalada de ataques a organizações dos trabalhadores, da juventude e de partidos de esquerda, por ações arbitrárias do Poder Judiciário, amplificadas pela grande mídia, por empresários que bancaram o ato e pelos partidos de oposição empenhados em usar tais ações para convocar a população.

Para a CUT, essas ações são absolutamente inaceitáveis do ponto de vista da convivência democrática. O pedido de condução coercitiva do ex-presidente Lula, seguido de centenas de reportagens negativas em toda a mídia nacional, insuflou os ânimos. O resultado foram ataques às sedes da CUT e da CTB; às subsedes da CUT em várias cidades, entre elas, Campinas e Itupeva; do PT e do PC do B, que foram pichados; invasões na subsede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC de Diadema e na sede da UNE, entre outras ações antidemocráticas.  

Apesar de tudo isso, não houve adesão massiva dos pobres e da classe trabalhadora aos atos do dia 13 de março. O perfil dos manifestantes se manteve inalterado, comprovou pesquisa do Datafolha, que pertence a um dos órgãos de imprensa que trabalhou para convocar o ato. Segundo o instituto, a maioria dos participantes eram homens da classe média alta com idade média de 36 anos e nível superior (77% dos entrevistados), 12% são empresários e metade tem renda de cinco a 20 salários mínimos.

Políticos de vários partidos, entre eles Aécio Neves e Geraldo Alckmin, do PSDB, um dos que patrocinou a manifestação, foram vaiados e chamados de corruptos na Avenida Paulista. Por outro lado, o deputado Jair Bolsonaro, que defende abertamente a volta da ditadura militar, retirada de direitos sociais e trabalhistas conquistados, foi aplaudido; e o juiz Sérgio Moro foi tratado como herói. Isso é o resultado da criminalização e da judicialização da política.

A CUT alerta que o desprezo aos partidos políticos leva à ditadura do Judiciário, ao fascismo. Sem partidos políticos não há democracia. E o alvo sempre será a classe trabalhadora. O que eles querem é atacar nossos direitos - aprovar a terceirização, acabar com a carteira assinada, férias, 13º salário -, conquistados com muita luta, pressão, mobilizações e negociações nos últimos anos.

O Brasil precisa de ambiente de paz para retomar o crescimento. A agenda do Brasil não é a da crise política, alimentada por aqueles que perderam as eleições. Essa agenda paralisa o país. A agenda da CUT é a do desenvolvimento. Já entregamos à presidenta Dilma Rousseff o Compromisso pelo Desenvolvimento, com sete itens, entre eles a retomada de investimentos públicos e privados e infraestrutura produtiva, social e urbana, que podem promover o reaquecimento da economia e a geração de emprego e renda.

A CUT seguirá na defesa intransigente da democracia e dos direitos sociais e trabalhistas e reafirma a convocação de atos, que serão realizados no próximo dia 18 de março em todo o país, em conjunto com entidades dos movimentos populares, da juventude e partidos políticos.

Em defesa da democracia e de nossos direitos.

Em defesa do Estado de Direito.

Todos e todas nas ruas no dia 18 de março!

São Paulo,

Vagner Freitas, presidente Nacional da CUT

Título: Criminalização da política leva à ditadura do judiciário, ao fascismo, Conteúdo: As manifestações do dia 13 de março em todo o país foram precedidas por uma escalada de ataques a organizações dos trabalhadores, da juventude e de partidos de esquerda, por ações arbitrárias do Poder Judiciário, amplificadas pela grande mídia, por empresários que bancaram o ato e pelos partidos de oposição empenhados em usar tais ações para convocar a população. Para a CUT, essas ações são absolutamente inaceitáveis do ponto de vista da convivência democrática. O pedido de condução coercitiva do ex-presidente Lula, seguido de centenas de reportagens negativas em toda a mídia nacional, insuflou os ânimos. O resultado foram ataques às sedes da CUT e da CTB; às subsedes da CUT em várias cidades, entre elas, Campinas e Itupeva; do PT e do PC do B, que foram pichados; invasões na subsede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC de Diadema e na sede da UNE, entre outras ações antidemocráticas.   Apesar de tudo isso, não houve adesão massiva dos pobres e da classe trabalhadora aos atos do dia 13 de março. O perfil dos manifestantes se manteve inalterado, comprovou pesquisa do Datafolha, que pertence a um dos órgãos de imprensa que trabalhou para convocar o ato. Segundo o instituto, a maioria dos participantes eram homens da classe média alta com idade média de 36 anos e nível superior (77% dos entrevistados), 12% são empresários e metade tem renda de cinco a 20 salários mínimos. Políticos de vários partidos, entre eles Aécio Neves e Geraldo Alckmin, do PSDB, um dos que patrocinou a manifestação, foram vaiados e chamados de corruptos na Avenida Paulista. Por outro lado, o deputado Jair Bolsonaro, que defende abertamente a volta da ditadura militar, retirada de direitos sociais e trabalhistas conquistados, foi aplaudido; e o juiz Sérgio Moro foi tratado como herói. Isso é o resultado da criminalização e da judicialização da política. A CUT alerta que o desprezo aos partidos políticos leva à ditadura do Judiciário, ao fascismo. Sem partidos políticos não há democracia. E o alvo sempre será a classe trabalhadora. O que eles querem é atacar nossos direitos - aprovar a terceirização, acabar com a carteira assinada, férias, 13º salário -, conquistados com muita luta, pressão, mobilizações e negociações nos últimos anos. O Brasil precisa de ambiente de paz para retomar o crescimento. A agenda do Brasil não é a da crise política, alimentada por aqueles que perderam as eleições. Essa agenda paralisa o país. A agenda da CUT é a do desenvolvimento. Já entregamos à presidenta Dilma Rousseff o Compromisso pelo Desenvolvimento, com sete itens, entre eles a retomada de investimentos públicos e privados e infraestrutura produtiva, social e urbana, que podem promover o reaquecimento da economia e a geração de emprego e renda. A CUT seguirá na defesa intransigente da democracia e dos direitos sociais e trabalhistas e reafirma a convocação de atos, que serão realizados no próximo dia 18 de março em todo o país, em conjunto com entidades dos movimentos populares, da juventude e partidos políticos. Em defesa da democracia e de nossos direitos. Em defesa do Estado de Direito. Todos e todas nas ruas no dia 18 de março! São Paulo, Vagner Freitas, presidente Nacional da CUT



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