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Marcha das Mulheres Negras é destaque na programação do Mês da Consciência Negra

Mês da Consciência Negra traz à tona o debate sobre o racismo no Brasil

Escrito por: Walber Pinto • Publicado em: 03/11/2015 - 15:03 • Última modificação: 03/11/2015 - 17:15 Escrito por: Walber Pinto Publicado em: 03/11/2015 - 15:03 Última modificação: 03/11/2015 - 17:15

Reprodução

O mês de novembro começa com duas importantes datas históricas para o povo negro. O primeiro, no dia 18, quando acontece a 1º Marcha das Mulheres Negras, na capital federal.  No dia 20, o Brasil celebra o Dia da Consciência Negra, data que lembra a luta do líder Zumbi de Palmares pela liberdade e direitos dos(as) negros(as.

O Mês da Consciência Negra representa a luta e resistência do povo negro que traz  à tona o debate sobre racismo  e o acirramento da intolerância. Por mais de três séculos, o País explorou aproximadamente quatro milhões de africanos que foram trazidos para exercer o trabalho escravo.

A Marcha das Mulheres Negras, que acontecerá na véspera das celebrações do dia 20, denunciará o racismo, a violência, o sexismo e o avanço das forças conservadoras que ameaçam a democracia.

A realização da 1º Marcha é uma estratégia das mulheres negras que buscam visibilizar suas lutas, além de denunciar todas as formas de violências provocadas pelo racismo.

A marcha vai reivindicar também o fim do genocídio da juventude negra, o fim das revistas vexatórias em presídios e as agressões contra as mulheres negras.

No Brasil, a juventude negra permanece sendo assassinada, principalmente nas periferias. Dados divulgados no relatório Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência Racial 2014 mostram que a população negra entre 12 e 29 anos é a principal vítima de violência.

Para a secretária nacional de Combate ao Racismo da CUT, Maria Julia Nogueira, essas mobilizações são importantes porque acontecem num momento de acirramento da intolerância no país.

“A gente vê o recrudescimento do racismo no país em pleno século XXI”, diz a dirigente, que lembrou ainda os casos de racismo envolvendo a jornalista Maria Júlia Coutinho e a atriz Thaís Araújo.

 

Título: Marcha das Mulheres Negras é destaque na programação do Mês da Consciência Negra, Conteúdo: O mês de novembro começa com duas importantes datas históricas para o povo negro. O primeiro, no dia 18, quando acontece a 1º Marcha das Mulheres Negras, na capital federal.  No dia 20, o Brasil celebra o Dia da Consciência Negra, data que lembra a luta do líder Zumbi de Palmares pela liberdade e direitos dos(as) negros(as. O Mês da Consciência Negra representa a luta e resistência do povo negro que traz  à tona o debate sobre racismo  e o acirramento da intolerância. Por mais de três séculos, o País explorou aproximadamente quatro milhões de africanos que foram trazidos para exercer o trabalho escravo. A Marcha das Mulheres Negras, que acontecerá na véspera das celebrações do dia 20, denunciará o racismo, a violência, o sexismo e o avanço das forças conservadoras que ameaçam a democracia. A realização da 1º Marcha é uma estratégia das mulheres negras que buscam visibilizar suas lutas, além de denunciar todas as formas de violências provocadas pelo racismo. A marcha vai reivindicar também o fim do genocídio da juventude negra, o fim das revistas vexatórias em presídios e as agressões contra as mulheres negras. No Brasil, a juventude negra permanece sendo assassinada, principalmente nas periferias. Dados divulgados no relatório Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência Racial 2014 mostram que a população negra entre 12 e 29 anos é a principal vítima de violência. Para a secretária nacional de Combate ao Racismo da CUT, Maria Julia Nogueira, essas mobilizações são importantes porque acontecem num momento de acirramento da intolerância no país. “A gente vê o recrudescimento do racismo no país em pleno século XXI”, diz a dirigente, que lembrou ainda os casos de racismo envolvendo a jornalista Maria Júlia Coutinho e a atriz Thaís Araújo.  



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