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Marcos Benedito: Soberania e autonomia para...

Publicado: 25 Maio, 2010 - 15h39

Anoticia divulgada pelo jornal inglês “The Guardian” em torno de uma reuniãorealizada no ano de 1976, entre Shimom Peres, ministro de defesa de Israel e PWBotha, ministro de defesa sul – africano, visando à negociação de armasatômicas durante o regime do apartheid, está provocando uma enorme discussão namídia tendo como centro a pergunta se Israel tem ou não tem armas nucleares.

 

Nestalógica do debate, o motivo que levaram Israel a oferecer armas nucleares para aÁfrica do Sul, acaba sendo colocado no debate como questão de menorimportância. Para o mundo pouco importa quais foram estes motivos, mesmoestando explícito que a oferta de Israel visava criar condições para PW Bothamanter o seu domínio sobre o regime segregacionista do apartheid.

 

Qualseriam as conseqüências do uso de tais armas? Quantos milhões de negras enegros seriam dizimados pelo uso inconseqüente destes armamentos?

 

Conhecemosnos dias de hoje o poder de destruição das armas convencionais.

 

Asgrandes potencias dispõe de armamentos de tecnologias altamente avançadas queestão sendo usadas para dizimar populações inteiras principalmente no OrienteMédio.

 

Sabemosque Israel é parceiro e aliado dos Estados Unidos, compartilhando da suamentalidade de guardião do mundo. Os EUA se negam a aceitar que o Brasil possaser o mediador de uma negociação entre o Irã e a ONU. Estamos a beira de maisuma agressão desproporcional entre uma grande potência e seus aliados,incluindo Israel, contra mais um pequeno pais árabe, repetindo o maniqueísmo dobem contra o mal.

 

Seráque em 1976 era este o pensamento de Botha e Shimom? O que seria da maioria dapopulação negra da África do Sul se está negociação tivesse alcançado odenominador comum? Se o apartheid tivesse permanecido até meados de setembro de1999, qual teria a solução encontrada pelas grandes potências?

 

Israeldeve esta explicação ao mundo. Não podemos acreditar que o totalitarismoreligioso e político continuem espalhando o genocídio étnico e religioso pelomundo, distorcendo todos os princípios éticos e morais que garantem o direitoda soberania e da autonomia de todos os povos e nações.

 

Marcos Benedito é membrodo Coletivo de Raça da CUT/SP