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“Os governos progressistas no continente não se esgotaram”

Marco Aurélio Garcia participa de Congresso da CUT e pede democratização da mídia: “Alguns jornais e televisões são partidos”

Escrito por: Igor Carvalho • Publicado em: 14/10/2015 - 15:23 • Última modificação: 15/10/2015 - 14:14 Escrito por: Igor Carvalho Publicado em: 14/10/2015 - 15:23 Última modificação: 15/10/2015 - 14:14

Foto: Roberto Parizotti

Na manhã desta quarta-feira (14), ocorreu a primeira mesa de debates do 12º Congresso Nacional da CUT, que está sendo realizado em São Paulo. Sob o tema “Conjuntura Internacional e Nacional”, o presidente da Confederação Sindical Internacional (CSI), o professor João Felício, e o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, debateram durante quase duas horas.

A defesa dos governos progressistas na América do Sul foi o ponto de partida da análise de Garcia, que se declarou otimista sobre a continuidade destes mandatários no poder.

“Não há parâmetros para dizer que esgotou-se a onda progressista nos países da América do Sul. A conjuntura mundial conspira contra. A economia mundial está em recessão e isso impacta nossos países, mas menos o Brasil, porque aqui conseguimos desenvolver algo fundamental, que foi a criação de um grande mercado interno de consumo”, defendeu o assessor da Presidência, para quem a crise política enfrentada pelos governos da região significa “um processo de transição democrática.”

Parte dessa crise política, para João Felício, passa pela influência exercida pela grande mídia. “Nós somos de esquerda e queremos democratizar a mídia desse País. Nós defendemos sim, órgãos de representação de massa, com participação popular. É por isso que nós apanhamos e encontramos dificuldades de nos comunicar em massa. Não é possível que a classe trabalhadora não tenha conseguido criar um meio de comunicação em massa”, explicou o presidente da CSI.

Felício lembrou de uma “inverdade” repetida por parte da mídia. “Eles gostam de afirmar aos quatro ventos que nós não temos autonomia. Se existe uma central sindical no mundo que não tem que provar pra ninguém que é autônoma, é a CUT. Não adianta ficar dizendo que o governo manda na CUT, quem manda é a nossa base”, encerrou o dirigente, sendo aplaudido pelo Plenário.

Marco Aurélio Garcia concordou sobre a manipulação da mídia. “Alguns jornais e televisões são partidos. São partidos porque definem linha política, definem pauta política. Precisamos construir uma narrativa própria destes dez anos, refletindo sobre nossos erros, acertos, derrotas e vitórias”, analisou.

Desigualdade social

O assessor da Presidência defendeu o projeto que os sequentes governos petistas apresentaram para o País. “O crescimento da desigualdade tem sido um fator determinante para essa situação de calamidade que temos vistos em muitas partes do mundo. Nos últimos 13 anos, uma preocupação central dos governos populares-democráticos, tem sido o combate a desigualdade. Não existe luta mais importante do que essa.”

A ascensão social de pessoas pobres, a participação maior de negros nas universidades e os aeroportos lotados, foram argumentos apresentados por Garcia para justificar a tentativa de golpe da “classe média desesperada.”

João Felício lembrou que na última terça-feira (13), durante o 12º CONCUT, a presidenta Dilma Rousseff (PT), rechaçou a possibilidade de golpe. “Ontem, a presidenta, tenha dito uma frase que deveríamos aproveitar mais, ela disse: “Não ao golpe, não aos moralistas sem moral”. Como diz a música do Chico Buarque, “você que inventou o pecado”, não tem o direito de derrubar o Lula e a Dilma”, encerrou.

Título: “Os governos progressistas no continente não se esgotaram”, Conteúdo: Saiba Mais Leia todos textos sobre o que acontece no 12º CONCUT Na manhã desta quarta-feira (14), ocorreu a primeira mesa de debates do 12º Congresso Nacional da CUT, que está sendo realizado em São Paulo. Sob o tema “Conjuntura Internacional e Nacional”, o presidente da Confederação Sindical Internacional (CSI), o professor João Felício, e o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, debateram durante quase duas horas. A defesa dos governos progressistas na América do Sul foi o ponto de partida da análise de Garcia, que se declarou otimista sobre a continuidade destes mandatários no poder. “Não há parâmetros para dizer que esgotou-se a onda progressista nos países da América do Sul. A conjuntura mundial conspira contra. A economia mundial está em recessão e isso impacta nossos países, mas menos o Brasil, porque aqui conseguimos desenvolver algo fundamental, que foi a criação de um grande mercado interno de consumo”, defendeu o assessor da Presidência, para quem a crise política enfrentada pelos governos da região significa “um processo de transição democrática.” Parte dessa crise política, para João Felício, passa pela influência exercida pela grande mídia. “Nós somos de esquerda e queremos democratizar a mídia desse País. Nós defendemos sim, órgãos de representação de massa, com participação popular. É por isso que nós apanhamos e encontramos dificuldades de nos comunicar em massa. Não é possível que a classe trabalhadora não tenha conseguido criar um meio de comunicação em massa”, explicou o presidente da CSI. Felício lembrou de uma “inverdade” repetida por parte da mídia. “Eles gostam de afirmar aos quatro ventos que nós não temos autonomia. Se existe uma central sindical no mundo que não tem que provar pra ninguém que é autônoma, é a CUT. Não adianta ficar dizendo que o governo manda na CUT, quem manda é a nossa base”, encerrou o dirigente, sendo aplaudido pelo Plenário. Marco Aurélio Garcia concordou sobre a manipulação da mídia. “Alguns jornais e televisões são partidos. São partidos porque definem linha política, definem pauta política. Precisamos construir uma narrativa própria destes dez anos, refletindo sobre nossos erros, acertos, derrotas e vitórias”, analisou. Desigualdade social O assessor da Presidência defendeu o projeto que os sequentes governos petistas apresentaram para o País. “O crescimento da desigualdade tem sido um fator determinante para essa situação de calamidade que temos vistos em muitas partes do mundo. Nos últimos 13 anos, uma preocupação central dos governos populares-democráticos, tem sido o combate a desigualdade. Não existe luta mais importante do que essa.” A ascensão social de pessoas pobres, a participação maior de negros nas universidades e os aeroportos lotados, foram argumentos apresentados por Garcia para justificar a tentativa de golpe da “classe média desesperada.” João Felício lembrou que na última terça-feira (13), durante o 12º CONCUT, a presidenta Dilma Rousseff (PT), rechaçou a possibilidade de golpe. “Ontem, a presidenta, tenha dito uma frase que deveríamos aproveitar mais, ela disse: “Não ao golpe, não aos moralistas sem moral”. Como diz a música do Chico Buarque, “você que inventou o pecado”, não tem o direito de derrubar o Lula e a Dilma”, encerrou.



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